As Forças de Defesa de Israel (FDI) lançaram uma ofensiva aérea contra a infraestrutura de energia do Irã no último sábado (7). O ataque focou na rede de produção e armazenamento de petróleo, resultando em incêndios de grandes proporções.
O alvo principal foi a Refinaria de Shahr-e Rey, localizada ao sul de Teerã. Este mesmo depósito já havia sido atacado por Israel em junho de 2025, durante a Guerra dos Doze Dias. As operações recentes diferem de ataques anteriores, que se concentraram em alvos militares.
Imagens geolocalizadas mostram o complexo em chamas após as explosões, comprometendo uma das principais unidades de processamento de combustível do país. Além da refinaria, tanques de armazenamento de petróleo bruto na capital também foram atingidos, com o objetivo de paralisar a capacidade de exportação e o suprimento doméstico de energia.
Antes dessa nova onda de ataques, na sexta-feira (6), o preço do barril de petróleo Brent já havia disparado, ultrapassando a marca dos US$ 90, o maior valor em quase dois anos. Investidores temem interrupções no abastecimento devido ao conflito no Oriente Médio.
Analistas alertam que a continuidade dos ataques pode levar os preços do combustível a níveis não vistos há anos, impactando diretamente o consumidor final. Nos Estados Unidos, o preço da gasolina nas bombas subiu 14%, o que pressionou o governo de Donald Trump a buscar medidas de contenção para evitar uma crise inflacionária maior.
Na quinta-feira (5), o tenente-general Eyal Zamir, chefe do Estado-Maior das IDF, afirmou que Israel estava avançando para a próxima fase da operação, sem detalhar os próximos passos. Ele declarou:
““Nesta fase, vamos desmantelar ainda mais o regime e suas capacidades militares. Temos outras surpresas pela frente, que não pretendo revelar.””
No mesmo dia do ataque, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado a refinaria de petróleo israelense de Haifa, em resposta à ofensiva israelense. Sirenes de alerta aéreo soaram na região de Haifa, mas não houve relatos de danos em Israel. A equipe da CNN em Teerã ouviu novas explosões na noite de sábado, coincidentemente quando as FDI anunciaram uma nova “onda de ataques”.

