As Forças Armadas de Israel atacaram a cidade de Trípoli, no norte do Líbano, nesta quinta-feira (5), marcando a primeira ação militar na região durante os seis dias de conflito. As Forças de Defesa de Israel (IDF) informaram que o ataque resultou na morte de um comandante do Hamas, que era responsável pelo treinamento de militantes no Líbano.
O ministro das Finanças de extrema-direita, Bezalel Smotrich, alertou que o sul de Beirute será reduzido a escombros após a emissão de uma ordem de evacuação para vários bairros da capital libanesa. Smotrich, em declaração feita junto à cerca fronteiriça entre Israel e Líbano, afirmou: “Vocês queriam trazer o inferno sobre nós e o trouxeram sobre si mesmos. Dahieh ficará parecida com Khan Younis.”
Dahieh é um subúrbio ao sul de Beirute que Israel considera um reduto do Hezbollah, enquanto Khan Younis é uma cidade no sul de Gaza que sofreu severos bombardeios israelenses.
Na quarta-feira (4), Israel havia emitido um alerta de evacuação para toda a região ao sul do rio Litani, abrangendo centenas de quilômetros quadrados. Um dia depois, o alerta foi reforçado com uma advertência de evacuação para quatro bairros de Beirute, orientando os moradores a se deslocarem para o norte ou leste.
As tensões no Oriente Médio aumentaram após os Estados Unidos e Israel iniciarem uma onda de ataques contra o Irã no sábado (28), em meio a preocupações sobre o programa nuclear iraniano. O regime iraniano começou a retaliar contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que o líder supremo, Ali Khamenei, foi uma das vítimas dos ataques norte-americanos e israelenses. Após a confirmação da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” de sua história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que o país considera a retaliação como um “direito e dever legítimo”.
Em resposta, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, advertiu o Irã contra possíveis ataques retaliatórios, afirmando: “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista.” As hostilidades entre as partes continuam a se intensificar.

