O Exército de Israel afirmou nesta terça-feira (3) ter realizado um “ataque em larga escala” contra um grande complexo militar do Irã. Segundo Israel, a ação mirou em diversos quartéis-generais de organizações de segurança do país.
Entre os centros de comando atingidos, estão o Quartel-general da Guarda Revolucionária Islâmica, a Diretoria de Inteligência, o Quartel-general da Força Basij, o Quartel-general da Força Quds, o Quartel-general das Forças de Segurança Interna, o Quartel-general da unidade de Guerra Cibernética da Segurança Interna e o Quartel-general da unidade de Segurança Interna responsável pela repressão de protestos.
Os Estados Unidos e Israel iniciaram, no sábado (28), uma série de ataques contra o Irã, em meio a tensões relacionadas ao programa nuclear iraniano. O Irã retaliou com ataques contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
Na mídia estatal iraniana, foi anunciado que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma vítima dos ataques norte-americanos e israelenses.
Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que o país considera como um “direito e dever legítimo” vingar-se pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos.
Em resposta, Trump alertou o Irã contra ataques retaliatórios, afirmando que, caso ocorram, “serão atingidos com uma força nunca antes vista”. As agressões entre as partes continuam neste domingo. Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã continuariam “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.
A Guarda Revolucionária do Irã foi designada como terrorista pela União Europeia.

