Israel anunciou que pretende atacar as travessias do rio Litani, no Líbano, nas próximas horas desta quarta-feira, 18 de março de 2026. O objetivo é impedir a transferência de armas do grupo libanês Hezbollah, que é apoiado pelo Irã, para o sul do país.
O porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI), Avichay Adraee, afirmou em uma postagem no X que, devido às atividades do Hezbollah e à movimentação de elementos terroristas para o sul do Líbano sob a proteção da população civil, as FDI são forçadas a realizar um direcionamento amplo e preciso das atividades do grupo.
““Assim, e para evitar a transferência de reforços e equipamento de combate, o exército de defesa pretende atacar as travessias do rio Litani a partir do meio-dia de hoje”,”
disse Adraee. Na semana anterior, os militares israelenses afirmaram ter atingido a ponte Zrarieh, que cruza o rio Litani, alegando que ela era utilizada por combatentes do Hezbollah para se deslocarem do norte para o sul do Líbano.
O conflito no Oriente Médio se intensificou desde o dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os Estados Unidos e Israel resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã. Desde então, diversas autoridades do regime iraniano também foram mortas, e os EUA alegam ter destruído dezenas de navios iranianos, sistemas de defesa aérea e outros alvos militares.
Em retaliação, o Irã atacou vários países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, afirmando que seus alvos são apenas interesses dos EUA e Israel. Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos.
A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos. O Hezbollah, por sua vez, atacou o território israelense em resposta à morte de Khamenei, levando Israel a realizar ofensivas aéreas contra alvos do grupo no Líbano, resultando em centenas de mortes no território libanês.
Após a morte de grande parte de sua liderança, o Irã elegeu um novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas afirmam que ele não fará mudanças estruturais e representa a continuidade da repressão. Donald Trump expressou descontentamento com essa escolha, classificando-a como um “grande erro” e afirmando que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

