Israel está avaliando uma ofensiva mais profunda no sul do Líbano e uma expansão de sua presença militar na região. Essa decisão visa impedir ataques do Hezbollah contra forças e comunidades israelenses.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu convocou uma reunião com altos funcionários de segurança na segunda-feira (9) à noite para discutir os desdobramentos no Líbano. A reunião ocorre em meio a ataques militares israelenses a alvos do Hezbollah e ataques recorrentes de mísseis contra Israel.
Uma das fontes mencionou que a recomendação do exército israelense antes da discussão era expandir a zona de segurança ao longo da fronteira. A discussão sobre o aumento da presença das IDF (Forças de Defesa de Israel) no sul do Líbano segue após vários soldados israelenses terem sido feridos por disparos de mísseis antitanque.
Empurrar o Hezbollah mais para trás ajudaria a reduzir a ameaça desses mísseis, que têm alcance de até oito quilômetros. ‘Temos um problema com esses mísseis e não é possível lidar com isso estando apenas um ou dois quilômetros e meio dentro do Líbano’, disse uma das fontes israelenses.
Israel mantém cinco posições no sul do Líbano desde o acordo de cessar-fogo de novembro de 2024. Na semana passada, as Forças de Defesa de Israel anunciaram que haviam ocupado várias outras posições, ampliando sua presença em resposta ao lançamento de projéteis pelo Hezbollah em 2 de março.
Na segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, se reuniu com a enviada das Nações Unidas para o Líbano, Jeanine Hennis-Plasschaert. De acordo com um resumo da reunião, Sa’ar afirmou que o Hezbollah lançou mais projéteis contra Israel do que o Irã na última semana e enfatizou que a mobilização das IDF no Líbano tem como objetivo proteger os cidadãos israelenses.
As IDF haviam prometido que não seriam forçadas a evacuar comunidades ao longo da fronteira norte de Israel, uma decisão tomada em meio aos disparos repetidos do Hezbollah há mais de dois anos.


