Israel afirma controle do espaço aéreo de Teerã e anuncia nova ofensiva

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou neste sábado (7) que o país possui controle “quase total” do espaço aéreo sobre Teerã e prometeu continuar os ataques contra o Irã.

Mais cedo, relatos da imprensa iraniana indicaram que os Estados Unidos e Israel bombardearam um depósito de petróleo no sul da capital iraniana. Até o momento, ambos os países não confirmaram oficialmente a autoria do ataque.

A agência oficial Irna informou que o depósito atacado está localizado próximo a uma importante refinaria, enquanto a agência Ilna afirmou que as instalações da refinaria não sofreram danos.

No pronunciamento televisionado, Netanyahu fez um balanço da operação militar e afirmou que Israel manterá suas ações com “toda a força”. Ele declarou: “Temos um plano metódico, com muitas surpresas, para erradicar o regime e permitir uma mudança”.

Netanyahu também comentou sobre o apoio dos pilotos israelenses e americanos, ressaltando que isso possibilitou o controle do espaço aéreo. Ele disse que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “entendeu a magnitude do perigo para os Estados Unidos e o mundo”.

Em uma mensagem ao povo iraniano, Netanyahu afirmou: “A hora da verdade se aproxima, porque não buscamos dividir o Irã, e sim libertá-lo do jugo da tirania”.

O primeiro-ministro alertou que aqueles que depuserem as armas “não terão nada a temer”, enquanto os que não o fizerem “sofrerão as consequências”. Ele também expressou a esperança de que, no futuro, os povos de Israel e do Irã voltem a ser amigos.

Na mesma noite, o Exército israelense anunciou o início de uma nova “onda de ataques” em Teerã, com relatos de grandes explosões na capital iraniana. A defesa antiaérea foi ativada, e explosões também foram ouvidas em Bagdá, Erbil e Jerusalém.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado a refinaria de petróleo de Haifa, em Israel, após o bombardeio à refinaria em Teerã. Sirenes de alerta aéreo foram acionadas na região de Haifa, mas não houve relatos de alvos atingidos em Israel.

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