Na última terça-feira, Israel eliminou Ismail Khatib, ministro da inteligência do Irã, em um ataque aéreo. Khatib, que ocupava o cargo desde 2021, era próximo do novo líder supremo, Mojtaba Khamenei.
Além de Khatib, Israel havia eliminado, há pouco mais de 24 horas, Ali Larijani, líder do Irã, e Gholamreza Soleimani, comandante do Basji, milícia ligada à Guarda Revolucionária. Essas figuras eram consideradas essenciais para o regime islâmico, especialmente após a morte do líder supremo, Ali Khamenei.
Em novembro, Khatib havia alertado sobre a “situação emergencial do descontentamento público no país” e mencionado que “o inimigo planejava matar o líder Khamenei” durante uma reunião com o Conselho de Segurança.
O ministro da defesa israelense, Israel Kaatz, confirmou a morte de Khatib e afirmou que Israel aumentará a pressão sobre o Irã nos próximos dias. Ele declarou que a guerra está entrando em uma fase decisiva: “a política de Israel para este conflito é clara e inequívoca: ninguém no Irã que faz parte do regime possui imunidade. Cada um deles é um alvo em potencial”.
A eliminação de Khatib, Larijani e Soleimani em um curto espaço de tempo representa uma desestabilização significativa do regime iraniano. Com a base política do país sendo atacada, a estrutura de poder já não responde como deveria.
Atualmente, o novo líder supremo, Khamenei Júnior, supostamente está em coma, enquanto a Guarda Revolucionária assume o controle do Irã. O regime, que anteriormente se apresentava como uma grande ameaça militar, agora enfrenta uma luta interna para manter o controle.


