Horas antes de sua partida contra Jannik Sinner, pelas oitavas de final do Masters 1000 de Indian Wells, o tenista brasileiro João Fonseca recebeu destaque no jornal The New York Times. A publicação norte-americana fez um longo perfil do carioca de 19 anos, que jogará a partida mais importante de sua carreira nesta terça-feira (10), às 22h (de Brasília).
O texto ressalta que Fonseca terminou seu primeiro ano completo no circuito em 25º lugar no ranking mundial, uma marca que Carlos Alcaraz, Jannik Sinner, Rafael Nadal e Roger Federer não conseguiram alcançar em suas primeiras temporadas completas. O jornal também menciona que ele já foi apontado como futuro campeão de Grand Slam e número 1 do mundo, destacando seu “nível máximo absurdamente alto” e seu jogo emocionante.
A capacidade de Fonseca de empolgar os torcedores é descrita como um “dom extraordinário”. O texto menciona sua vitória impressionante sobre Tommy Paul no último domingo (8), onde ele venceu com facilidade. Seu forehand é descrito como “uma bola de demolição”, capaz de destruir adversários, e é comparado ao de Sinner, por sua potência e precisão.
Os jogos de Fonseca são frequentemente descritos como transformando torneios em um “ambiente de carnaval brasileiro”, devido ao entusiasmo dos fãs. O texto conclui que Fonseca já se tornou uma estrela, mesmo em desenvolvimento como jogador.
A reportagem inclui trechos de uma entrevista exclusiva que João Fonseca concedeu ao New York Times no último sábado (7), após vencer o russo Karen Kachanov. Em suas declarações, Fonseca disse: “Se me dissessem que eu estaria no top 40 agora e no top 25 no fim do ano passado, eu diria: ‘Nem pensar’”.
Ele também afirmou: “Estou muito feliz com o momento em que estou agora, mas claro que quero mais. Sou um cara tranquilo. Não olho muito para as expectativas ou para o que as pessoas dizem, e sim para o que preciso fazer para melhorar.”
Fonseca expressou confiança em competir com Sinner e Alcaraz: “Acredito que posso competir com Sinner e Alcaraz. Sou confiante e acho que posso fazer grandes coisas, mas também preciso manter os pés no chão, ser humilde e continuar trabalhando.”
Ele finalizou dizendo: “Preciso evoluir mentalmente, fisicamente e tecnicamente. Ainda há muito a melhorar, mas acredito que estou no caminho certo.”

