A atacante da seleção feminina de futebol do Irã, Sara Didar, se emocionou ao discutir a situação atual de seu país durante uma coletiva de imprensa pré-jogo da Copa Feminina da Ásia, realizada na quarta-feira (4).
Durante a coletiva, Didar e a treinadora da equipe, Marziyeh Jafari, foram questionadas sobre a ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra Teerã. Ambas se recusaram a comentar diretamente os ataques, mas afirmaram estar “totalmente desconectadas” das pessoas em seu país.
“Temos muitas preocupações em relação às nossas famílias, aos nossos entes queridos e a todos os outros iranianos que estão dentro do país, com os quais estamos completamente isolados”, disse Marziyeh Jafari.
Sara Didar, de 21 anos, expressou sua tristeza pela situação, mas também sua esperança de que a equipe pudesse trazer “boas notícias” para o Irã. “Obviamente, todos estamos preocupados e tristes com o que aconteceu ao Irã, às nossas famílias no Irã e aos nossos entes queridos, mas espero sinceramente que seja algo muito bom para o nosso país, que tenhamos boas notícias pela frente e que o meu país se recupere com força”, afirmou Didar, visivelmente emocionada.
O conflito entre os Estados Unidos e o Irã entrou no sexto dia nesta quinta-feira (5). A guerra se intensificou com bombardeios, ataques aéreos e ameaças, afetando a diplomacia global.
Na quinta-feira, o Irã bombardeou sete países no Oriente Médio. No Líbano, onde Israel realiza ofensivas contra o Hezbollah, três pessoas morreram, elevando o total de mortes por ataques israelenses em território libanês para 102, conforme o governo local.
Além disso, o Azerbaijão relatou que drones iranianos atingiram um aeroporto e uma escola, enquanto Teerã negou os disparos. O número de mortos na ofensiva dos EUA e de Israel no Irã subiu para 1.230, segundo a mídia estatal iraniana.

