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Saúde

Jovem de 26 anos perde 95% da visão após reação alérgica e descobre síndrome rara

Amanda Rocha
Última atualização: 10 de março de 2026 06:25
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
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Andressiane Costa, de 26 anos, perdeu 95% da visão após sofrer uma grave reação alérgica a um medicamento durante uma viagem de Piripiri para Teresina, em 2024. Ela recebeu o diagnóstico da rara Síndrome de Stevens-Johnson, que registra de um a seis casos por milhão de pessoas por ano.

A síndrome é desencadeada por uma reação do sistema imunológico a medicamentos. No caso de Andressiane, a alergia foi causada por um anti-inflamatório tomado devido a um hematoma na perna. ‘Antes disso tudo acontecer, eu tinha uma motocicleta e acabei batendo a perna em um acidente e ficando com um hematoma. Eu tenho também a Síndrome Antifosfolipídica (SAF), que aumenta o risco de coágulos. Comecei a tomar o remédio em novembro, parei em dezembro e só em janeiro senti os sintomas da alergia’, contou.

Em dezembro de 2023, Andressiane começou a sentir coceiras leves pelo corpo, que eram os primeiros sinais da síndrome. Ela confundiu os sintomas com ansiedade, pois estava perto de defender seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e renovar o contrato na escola onde trabalhava. ‘Então achei que era ansiedade apenas’, explicou.

Durante uma viagem para a casa da cunhada para passar a virada de ano, os sintomas pioraram. ‘Acordei com meu rosto todo inchado, com bolhas de água, como se fossem queimaduras’, relatou. No caminho de volta para Teresina, começou a ter febre e desmaios. O carro em que estava quebrou, e ela precisou ser levada ao hospital por uma viatura da Polícia Rodoviária Federal (PRF). ‘O carro quebrou no meio do congestionamento. Vimos uma viatura da PRF e eu pedi ajuda. Eles me colocaram no veículo e me levaram na contramão até um hospital de Campo Maior, onde me deram uma medicação para estabilizar o quadro. Caso contrário, eu teria morrido’, relatou.

Após o diagnóstico, Andressiane teve que passar por uma readaptação e trancou o curso na Universidade Estadual do Piauí (Uespi). ‘Foi desesperador. Tenho uma mãe idosa e sempre resolvi tudo em casa. Em vez de cuidar dela, passei a ser cuidada por ela. Foi muito difícil para mim’, afirmou. Ela passou 93 dias internada e perdeu as unhas, além de ficar com manchas das queimaduras por todo o corpo.

Andressiane passou por vários tratamentos e abriu uma vaquinha para custear o tratamento em Recife, onde deverá passar por um transplante e um procedimento que produz colírios feitos a partir do próprio sangue, capazes de recuperar até 50% da visão. ‘Estou em uma cidade de Pernambuco, hospedada na casa de pessoas que conheceram minha história e me ofereceram apoio. Preciso de pelo menos R$ 30 mil para me manter aqui, comprar medicamentos e continuar o tratamento’, explicou. Interessados em ajudar podem entrar em contato pelo número 86 98821-2258.

Durante o período em que ficou internada, Andressiane fortaleceu sua relação com a igreja. ‘Eu estava com todas as mucosas fechadas e, às vezes, ouvia os médicos dizendo que eu não sobreviveria. Em dois momentos, pessoas diferentes me disseram algo que nunca esqueci: ‘teu Deus não é o da morte, é o da vida’. Depois disso, também sonhei com Nossa Senhora e tive ainda mais certeza de que ficaria bem’, afirmou. Ela sonha em recuperar a visão e trabalhar na Polícia Rodoviária Federal (PRF). ‘O desejo surgiu depois que eu assisti uma série sobre o trabalho deles e só aumentou depois que fui ajudada’, relatou.

TAGGED:alergiaAndressiane CostaCampo MaiorPiauíPolícia Rodoviária FederalsíndromeTeresinaTratamentoUniversidade Estadual do Piauí
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