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Saúde

Jovem relembra superação após cinco crises de tetraplegia por doença rara

Amanda Rocha
Última atualização: 6 de março de 2026 10:58
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
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Roberta Rodrigues, de 33 anos, enfrentou cinco crises de tetraplegia ao longo da vida devido a uma doença neurológica rara. Ela compartilhou sua história e desafios, ressaltando que sempre correu contra o tempo para concluir seus planos antes de uma nova crise.

A primeira crise ocorreu em 2008, após a vacinação contra febre amarela, quando Roberta começou a perder os movimentos das pernas. Em janeiro de 2025, após contrair Covid-19, ela enfrentou uma nova crise grave. Formada em fisioterapia pela Universidade Estadual de Goiás (UEG), Roberta teve que interromper seus estudos e carreira diversas vezes devido à doença crônica e autoimune.

“”Na faculdade, eu perdi dois anos. Na residência eu perdi dois anos. Então são anos que não voltam, que eu perco em cima de uma cama. E a sensação é que a minha vida inteira foi assim: ou eu estava doente ou estava correndo atrás do meu futuro de forma acelerada”, afirmou Roberta.”

Roberta destacou que sua dedicação sempre trouxe resultados, mencionando que foi aprovada em três concursos em primeiro lugar, incluindo um federal, por estudar com foco entre as crises. Ela também enfatizou suas dificuldades, vindo de uma família humilde em Santa Fé de Goiás, uma cidade com cerca de 5 mil habitantes.

“”Além de vir de escola do interior, de ter estudado a vida inteira em escola pública e ter vindo de família pobre, ainda teve a questão da doença. Então sempre tive que correr muito mais do que as outras pessoas”, declarou.”

Após a primeira crise aos 15 anos, Roberta foi diagnosticada com Síndrome de Guillain-Barré, uma doença autoimune que afeta os músculos, incluindo o diafragma. Ela foi internada em Goiânia e enfrentou uma parada respiratória, necessitando de UTI e intubação.

Roberta apresentou insuficiência respiratória e passou por sessões de plasmaférese, um tratamento que filtra o sangue. Com o tempo, as crises retornaram e, ao contrário do que ocorre na maioria dos casos de Guillain-Barré, ela teve novas recaídas, levando ao diagnóstico de Polineuropatia Inflamatória Desmielinizante Crônica (CIDP).

““A perda da bainha de mielina faz com que os impulsos nervosos fiquem lentos ou sejam interrompidos, o que causa fraqueza muscular, dificuldade de locomoção e até problemas no controle da bexiga”, explicou a fisioterapeuta Júlia Chaves.”

Atualmente, Roberta convive com fraqueza nos quatro membros e faz tratamento contínuo com medicações específicas, além de reabilitação intensiva. Antes dos 15 anos, ela praticava capoeira e mantinha uma rotina intensa de treinos, especialmente corrida.

Roberta atribui sua recuperação total dos movimentos após as crises à sua preparação física e ao conhecimento técnico como fisioterapeuta. Atualmente, ela utiliza um medicamento que atua no sistema imunológico de forma preventiva, com aplicações a cada seis meses.

““Os médicos acreditam que agora, tomando de forma preventiva, eu não vou ter mais crises”, disse Roberta.”

Desde a última crise, em janeiro de 2025, Roberta segue em intenso processo de reabilitação, mantendo sua rotina de estudos, produção de conteúdo nas redes sociais e projetos voltados ao cuidado e à saúde da mulher.

TAGGED:doença rarafisioterapiaGoiásJúlia ChavesRoberta RodriguesSanta Fé de GoiástetraplegiaUniversidade Estadual de Goiás
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