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Meio Ambiente

Juiz de Fora registra 25% da população em áreas de risco, aponta relatório

Amanda Rocha
Última atualização: 6 de março de 2026 19:25
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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Um relatório do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), aponta que 25% da população de Juiz de Fora vive em áreas de risco. Isso representa um total de 128.946 pessoas ocupando terrenos com probabilidade de desastres naturais, como deslizamentos e inundações.

O município ocupa a nona posição nacional em termos de população vivendo nessas condições. As áreas de risco são classificadas em geológicas, que incluem encostas sujeitas a deslizamentos, e hidrológicas, que são margens de rios suscetíveis a alagamentos.

A Defesa Civil de Juiz de Fora utiliza um mapeamento dividido em quatro níveis de perigo: 🟢 Verde (Baixo risco), 🟡 Amarelo (Médio risco), 🟠 Laranja (Alto risco) e 🔴 Vermelho (Muito alto risco). Segundo Tiago Antonelli, chefe da divisão de Geologia Aplicada do Serviço Geológico do Brasil, essa classificação é rigorosa e depende da análise técnica da estabilidade do solo e da qualidade das edificações.

As áreas de “muito alto risco” estão concentradas nas regiões Leste, Sudeste e Sul do município. No bairro Parque Burnier, epicentro da tragédia que deixou mais de 60 mortos, o mapa indicava 88 pessoas em risco, com 22 mortes confirmadas apenas nessa localidade.

Após as chuvas, a situação permanece crítica. A Prefeitura de Juiz de Fora informou que 68 ruas em 22 bairros foram evacuadas como medida de segurança. Cerca de 600 pessoas estão em abrigos municipais, e mais de 8.500 moradores estão desabrigados ou desalojados.

O Serviço Geológico do Brasil enfatiza que o mapeamento deve servir como base para que a administração municipal implemente mecanismos de prevenção e obras de infraestrutura para evitar novas perdas humanas e materiais.

TAGGED:áreas de riscoCentro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturaischuvasdesastres naturaisInstituto Brasileiro de Geografia e EstatísticaJuiz de ForaMinas GeraisParque BurnierPREVENÇÃOServiço Geológico do BrasilTiago Antonelli
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