A Justiça agendou o júri popular de Marcelly Peretto, acusada de envolvimento na morte do irmão, Igor Peretto, em Praia Grande, litoral de São Paulo. O julgamento ocorrerá no dia 20 de agosto de 2026, às 9h.
A defesa de Marcelly espera a absolvição da ré. O ex-marido dela, Mário Vitorino, acusado de matar o comerciante, ainda não tem data definida para ser julgado.
Igor foi assassinado no dia 31 de agosto de 2024. O Ministério Público de São Paulo denunciou Rafaela (viúva), Marcelly e Mário por premeditação do crime, alegando que Igor era visto como um “empecilho no triângulo amoroso” entre os três.
““Como ela está presa, ela não tem que aguardar o julgamento do Mário. Então, ela vai a julgamento [tribunal do júri], enquanto o Mário vai ser julgado pelo recurso dele”, disse Alex Ochsendorf, advogado de Marcelly.”
A viúva, Rafaela, foi liberada da prisão em 17 de outubro de 2025, após o juiz Felipe Esmanhoto Mateo desclassificá-la da denúncia, afirmando que ela não estava presente no momento do crime e que as provas não eram suficientes.
O juiz também determinou que Mário e Marcelly fossem submetidos a júri popular por homicídio triplamente qualificado: por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
O processo de Mário e Marcelly foi desmembrado após a nova defesa de Marcelly adotar outra estratégia. O advogado de Mário, Mário Badures, informou que o objetivo do recurso é afastar as qualificadoras do MP-SP.
O crime ocorreu no apartamento de Marcelly, onde estavam a vítima, Marcelly e Mário. Rafaela deixou o local 13 segundos antes da chegada de Igor. As mulheres foram presas em 6 de setembro de 2024, enquanto Mário foi detido em 15 de setembro de 2024.

