O julgamento de Leonardo Nascimento Chaves, acusado de mandar matar sua esposa, a contadora Kaianne Bezerra Lima Chaves, foi agendado para os dias 1º, 2 e 3 de junho na Comarca de Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza.
Segundo a investigação, o crime foi planejado para que Leonardo recebesse cerca de R$ 60 mil de um seguro de vida. Além dele, também será julgado Adriano Andrade Ribeiro, apontado como executor do crime, que ocorreu em agosto de 2023 dentro da residência da contadora.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou em outubro do ano passado um recurso da defesa de Leonardo que tentava evitar o júri popular. O julgamento deve durar três dias, com a previsão de que os debates entre acusação e defesa ultrapassem nove horas.
Durante o júri, os jurados permanecerão incomunicáveis e hospedados em hotel, conforme determina a legislação. Leonardo é considerado o mentor do assassinato, enquanto Adriano é identificado como o executor.
A Polícia Civil revelou que o assassinato foi inicialmente simulado como um latrocínio. Leonardo teria solicitado que fosse agredido pelos executores para reforçar essa versão. No entanto, imagens de câmeras de segurança mostraram Leonardo se encontrando com os executores em um shopping antes do crime, o que ajudou a esclarecer a situação.
Um adolescente de 15 anos, que participou da ação, respondeu ao caso no sistema socioeducativo e recebeu a medida máxima de internação de três anos. Outro homem, Philipe Azevedo de Arajo, foi denunciado como corréu, mas foi impronunciado pela Justiça por falta de indícios suficientes.
Kaianne Bezerra, de 35 anos, foi assassinada em agosto de 2023. Os exames periciais indicaram que a causa da morte foi asfixia. Inicialmente, o crime foi tratado como roubo seguido de morte, mas a investigação revelou que Leonardo havia encomendado o assassinato para obter o valor do seguro de vida.
Na noite do crime, Leonardo se encontrou com o adolescente e o motorista no estacionamento de um shopping e orientou que roubassem as alianças do casal. Ele também indicou um pedaço de madeira que deveria ser usado para matar a esposa e ajudou a retirar itens da casa, como televisores e eletrodomésticos, para o carro de Kaianne.
Familiares de Kaianne relataram que a contadora havia tentado se separar de Leonardo devido a conflitos financeiros, mas que, fora isso, o casal aparentava viver em harmonia.

