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Justiça

Júri de acusados por tentativa de homicídio contra grávida é retomado em Guararema

Amanda Rocha
Última atualização: 18 de março de 2026 10:48
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
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O júri popular dos três homens acusados de tentar matar uma mulher grávida em Guararema foi retomado na manhã desta quarta-feira, 18 de março de 2026, após ter sido suspenso no dia anterior. O julgamento acontece na Secretaria Municipal de Emprego e Desenvolvimento Econômico (Semede). A fase de debates começou por volta das 9h40, com a participação de sete jurados, sendo cinco homens e duas mulheres.

Durante a acusação, o promotor de Justiça Leonardo Dantas Costa se dirigiu aos jurados, destacando a responsabilidade da decisão e citando dados sobre feminicídio. Ele relembrou o caso e pediu que os jurados votassem com base nas provas, ressaltando que o sigilo do voto é garantido.

Os três réus respondem por tentativa de feminicídio e aborto. A acusação aponta que o ex-companheiro da vítima, Luciano Rodrigo dos Santos, teria planejado o crime por motivo torpe. Adriano Augusto de Lima teria sido contratado para executar o ataque, com agravantes como pagamento pelo crime e o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Rodrigo Costa Ramos é acusado de participação e de ter incentivado a ação. O promotor afirmou que os réus tentam transferir a culpa entre si e que houve premeditação, escolha do executor e incentivo ao crime.

A vítima, Maria Carolina de Andrade, falou sobre o caso durante o julgamento. “Eu nasci de novo. Eu tive essa segunda chance que Deus me deu. Eu consegui sobreviver, graças a Deus”, afirmou. Ela mencionou as dificuldades que enfrenta para reviver o caso, mas busca forças para acompanhar o julgamento. “Foi muito triste. Eu faço tratamento psiquiátrico, estou tomando medicação para aguentar tudo isso. Minha maior força é Deus”, declarou.

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Maria Carolina contestou a versão apresentada por um dos réus: “Para mim é mentira. Eu nunca falei dele. Era pai dos meus filhos, eu estava gestante dele. Ele mandou matar o próprio filho. É muito triste, revoltante. Eu espero que a justiça seja feita”, disse.

A vítima tinha 39 anos na época do crime e foi encontrada ferida no dia 11 de fevereiro de 2024, em Guararema, após ficar desaparecida desde o dia 9. Ela foi reconhecida por familiares e socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), sendo levada para um hospital em Mogi das Cruzes. De acordo com as investigações, a mulher foi vista pela última vez ao solicitar um carro de aplicativo. Dias depois, uma denúncia anônima levou à identificação de um suspeito, que foi localizado pela Polícia Militar. Ele confessou o crime e afirmou que o ex-companheiro da vítima teria oferecido R$ 5 mil para cometer o assassinato.

Segundo a polícia, a vítima estava grávida e perdeu o bebê após ser atacada com golpes de faca no pescoço. O encontro no local do crime, um ponto de ônibus próximo a uma rodovia, teria sido marcado pelo ex-companheiro. A vítima também reconheceu o autor do ataque por foto. A arma utilizada no crime foi encontrada e apreendida pela polícia.

TAGGED:Adriano Augusto de Limadireitos das mulheresFeminicídioGuararemajulgamentoJustiçaLeonardo Dantas CostaLuciano Rodrigo dos SantosMaria Carolina de AndradeRodrigo Costa RamosSão PauloSecretaria Municipal de Emprego e Desenvolvimento Econômico
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