A Justiça do Rio de Janeiro autorizou nesta quinta-feira (5) um mandado de busca e apreensão contra um menor investigado por participação em um estupro coletivo em Copacabana.
Os policiais foram até o endereço do jovem, mas não o encontraram. Ele é considerado foragido e está sendo investigado por ato infracional análogo ao crime. A identidade do adolescente não foi divulgada por se tratar de um menor.
O delegado Angelo Lages, da 12ª DP (Copacabana), afirmou que o adolescente é a “mente por trás” de pelo menos dois casos de abuso, incluindo o estupro coletivo de uma jovem de 17 anos e outro caso denunciado após a revelação do primeiro crime.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) opinou favoravelmente à internação do adolescente. Na quarta-feira (4), o MPRJ havia inicialmente discordado da Polícia Civil do RJ, recomendando ao Judiciário que negasse o pedido de apreensão do menor. Contudo, o promotor Carlos Marcelo Messenberg, da 1ª Promotoria da Infância e da Juventude Infracional, reviu sua decisão e enviou uma nova manifestação à Justiça, corroborando o pedido de internação devido ao surgimento de novas denúncias.
Na segunda-feira (2), o MPRJ havia solicitado que a Justiça negasse o pedido de apreensão do menor, alegando que não havia elementos que demonstrassem a necessidade imperiosa da internação provisória. O promotor destacou que o menor não tinha anotações de ato infracional e que sua internação não era necessária para garantir a ordem pública.
O caso do estupro coletivo em Copacabana envolve também quatro adultos, que já foram tornados réus por estupro coletivo e cárcere privado. Os mandados de prisão dos adultos foram expedidos no sábado (28) e eles se entregaram à polícia, sendo dois na terça-feira e dois na quarta-feira.
O adolescente investigado é aluno afastado do Colégio Pedro II e é alvo de duas denúncias de estupro coletivo. Em um dos casos, uma jovem de 17 anos relatou que foi atraída para um apartamento em Copacabana, onde foi violentada por ele e seus amigos. No segundo caso, uma menina de 14 anos também foi convidada para um apartamento, onde foi estuprada e agredida por pelo menos três rapazes, com o ato sendo filmado e as imagens divulgadas.
O MPRJ informou que ofereceu denúncia perante a Vara Especializada em Crimes contra a Criança e o Adolescente (VECA) em relação ao estupro coletivo da adolescente de 17 anos, mas não solicitou, naquele momento, a internação provisória do menor.

