Pelo menos 101 torcedores dos times Ceará e Fortaleza, presos antes do Clássico-Rei no dia 8 de fevereiro de 2026, foram denunciados pela Justiça Estadual. A denúncia foi recebida pela 11ª Vara Criminal no dia 2 de março e os torcedores devem perder a final do Campeonato Cearense, marcada para 8 de março.
Os torcedores são réus por crimes como lesão corporal de natureza grave, dano, associação criminosa, desobediência, corrupção de menor e violência em eventos esportivos. O juiz destacou que os indícios de materialidade e autoria são evidentes pelo histórico das torcidas organizadas.
A 144ª Promotoria de Justiça de Fortaleza detalhou que os 101 torcedores foram presos após uma intervenção da Polícia Militar, que atuou para conter um violento confronto entre torcedores organizados, especialmente entre a Força da Galera — TFG (antiga TUF) e a Torcida Organizada do Ceará — TOC.
O confronto ocorreu em diversos bairros, incluindo a Rua Doutor Valmir Pontes, onde foi registrado um cenário de grave ruptura da paz pública. Outro grupo de 89 torcedores, envolvidos em outra briga, foi liberado pela Justiça no dia 23 de fevereiro, após a análise da primariedade dos réus.
Esses torcedores liberados devem cumprir medidas cautelares, como proibição de deixar Fortaleza sem autorização judicial e restrição de acesso a estádios em um raio de cinco quilômetros nos dias de jogos. As autoridades investigam ainda ameaças de uma facção criminosa que teria proibido brigas entre torcedores, após o último Clássico-Rei, que ocorreu em 1º de março sem registros de confrontos.
Após a circulação de mensagens da facção, líderes de torcidas organizadas do Ceará e Fortaleza renunciaram aos cargos. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará informou que a Polícia Civil investiga as informações sobre ações criminosas.


