Justiça manda a júri motorista que atropelou e matou motoboy em São Paulo

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A Justiça de São Paulo decidiu que o motorista do Porsche amarelo, que atropelou e matou um motoboy em 2024, será julgado por um júri popular. A data do julgamento ainda não foi definida.

O empresário Igor Ferreira Sauceda, de 28 anos, responde em liberdade pelos crimes de homicídio doloso triplamente qualificado. O caso ocorreu em 29 de julho de 2024, na Avenida Interlagos, na Zona Sul de São Paulo. Igor é acusado de ter perseguido e assassinado Pedro Kaique Ventura Figueiredo, de 21 anos, após o motociclista chutar e quebrar o retrovisor do seu carro.

Um laudo pericial indicou que o Porsche atingiu a moto Honda da vítima a uma velocidade de 102,3 km/h, enquanto a motocicleta estava a 80 km/h, em uma via onde o limite é de 50 km/h. Igor alega que não teve a intenção de matar e que o seguiu para anotar a placa, mas não conseguiu desviar quando a moto freou bruscamente.

De acordo com a perícia, Igor não havia consumido bebidas alcoólicas, enquanto Pedro havia ingerido álcool. Igor ficou preso preventivamente por cerca de dez meses, mas foi solto em maio de 2025, após decisão da Justiça que atendeu ao pedido da defesa. Desde então, ele está sob medidas cautelares, incluindo uso de tornozeleira eletrônica e suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

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A investigação foi conduzida pelo 30º Distrito Policial (DP) do Tatuapé, e o Ministério Público (MP) está buscando uma condenação superior a 18 anos de prisão. Pedro era casado e sua esposa estava grávida no momento de sua morte.

Uma semana antes do atropelamento, Igor também foi acusado de perseguir uma família que era sócia dele em um bar no Itaim Bibi. Vídeos mostram o Porsche amarelo próximo ao veículo da família. A defesa de Igor tenta desclassificar o homicídio doloso para culposo, alegando que o atropelamento foi um acidente.

““A vida vale um retrovisor?”, questiona o pai de Pedro.”

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