A Justiça do Rio de Janeiro negou um pedido de prisão domiciliar para Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, às vésperas do julgamento do caso, marcado para o dia 23 de março de 2026.
Henry Borel foi morto em 8 de março de 2021, no apartamento onde morava com Monique e o então padrasto, Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho. O laudo da necropsia do Instituto Médico Legal (IML) indicou que o garoto sofreu hemorragia interna devido a uma lesão grave no fígado causada por ação contundente. Foram identificadas 23 lesões no corpo da criança.
A investigação revelou que Jairinho torturava Henry e que Monique tinha conhecimento das agressões. O casal está preso e enfrentará julgamento por homicídio triplamente qualificado, tortura, ameaça a testemunhas e tentativa de obstrução das investigações.
A defesa de Monique argumentou que a prisão domiciliar permitiria uma melhor preparação para o júri. No entanto, o juiz da 2ª Vara Criminal do Rio de Janeiro considerou que as condições do presídio são adequadas para que Monique e seus advogados se reúnam em sala reservada, sem restrições.
O juiz também lembrou que Monique está presa desde que sua prisão foi restabelecida pelo ministro Gilmar Mendes, em julho de 2023. O julgamento deve durar pelo menos três dias, e o pai de Henry, o vereador Leniel Borel, será a primeira testemunha a depor no júri.


