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Segurança

Justiça do Rio nega habeas corpus a mãe de rapper foragido

Amanda Rocha
Última atualização: 17 de março de 2026 15:50
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
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A Justiça do Rio de Janeiro negou nesta segunda-feira, 16, o pedido de habeas corpus de Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, mãe do rapper Oruam e mulher de Marcinho VP, líder histórico do Comando Vermelho preso há quase 30 anos. Ela está foragida desde a última quarta-feira, quando a Polícia Civil deflagrou uma operação contra a estrutura nacional da facção.

O sobrinho de Marcinho, Landerson Lucas dos Santos, também é procurado. Na ocasião, o vereador Salvino Oliveira (PSD) foi detido, mas foi solto ainda na semana passada após uma decisão judicial apontar que os elementos apresentados contra ele não eram suficientes para justificar a prisão preventiva.

As investigações revelaram a “existência de uma cadeia de comando organizada, divisão territorial e articulação entre integrantes em diferentes estados do país”, incluindo familiares de Marcinho. “O trabalho investigativo também identificou a participação direta de familiares de um dos principais líderes históricos da facção, Márcio dos Santos Nepomuceno, o ‘Marcinho VP’, no funcionamento dessa engrenagem criminosa. Segundo apurado, Márcia Gama, esposa do criminoso, atua na intermediação de interesses do grupo fora do sistema prisional, participando da circulação de informações entre integrantes e de articulações envolvendo operadores da organização e agentes externos”, disse a Polícia Civil em nota.

Oruam, por sua vez, está foragido desde fevereiro após ter o habeas corpus revogado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) por 66 violações à tornozeleira eletrônica. O dispositivo foi desligado por intervalos de até 10 horas entre 30 de setembro e 12 de novembro do ano passado. Assim como o pai, Oruam tem um histórico de problemas com a Justiça.

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Em julho do ano passado, agentes foram até a casa do cantor para cumprir um mandado de busca e apreensão contra um menor, acusado por atos infracionais análogos a roubo e tráfico de drogas, que estava no local. De acordo com a Polícia Civil, o adolescente seria integrante de uma facção criminosa, um dos maiores ladrões de veículos do estado e o segurança pessoal do traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca.

O Oruam teria, então, incitado a resistência policial ao lado de cerca de oito pessoas. As testemunhas relataram que o grupo lançou pedras contra os agentes, lesionando o policial civil Alexandre Alves Ferraz — que aparece ferido nas imagens anexadas aos autos — e danificando uma viatura. A ofensiva permitiu que o adolescente, considerado foragido, escapasse do cerco.

No total, Oruam é acusado pelos crimes de tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal, incluindo denúncias por duas tentativas de homicídio qualificadas — relacionadas às agressões contra os policiais. Foi preso em três ocasiões no ano passado. Em setembro, ficou 69 dias detido no Complexo Penitenciário de Gericinó, no Rio. Quando deixou as grades, usou as redes sociais para fazer ecoar versos em defesa própria, como: “O Estado massacra demais / Prenderam só um menino que estava parecido com o pai”.

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