A Justiça de São Paulo autorizou a exumação do corpo da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada morta em seu apartamento no Brás, na capital paulista, no dia 18 de fevereiro. A medida visa a realização de novas perícias e foi solicitada pela Polícia Civil, com o processo aprovado pelo Tribunal de Justiça.
A exumação está prevista para ocorrer entre os dias 6 e 7 de março. O advogado da família, Dr. Miguel Silva, afirmou que os familiares apoiam a decisão, pois “buscam a verdade”. Ele acrescentou: “Embora seja doloroso, muito doloroso para a família, evidentemente ela apoia”.
Inicialmente, a morte de Gisele foi tratada como suicídio. Contudo, investigações subsequentes levantaram suspeitas sobre um possível relacionamento abusivo entre Gisele e seu marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, levando o caso a ser reclassificado como “morte suspeita”.
A Polícia Civil do Estado de São Paulo realizou uma reconstituição do incidente na residência do casal no dia 2 de março e continua com as investigações. O Tribunal de Justiça de São Paulo informou que o caso tramita sob segredo de Justiça e, por isso, não pode fornecer mais detalhes.
Em depoimento, o tenente-coronel relatou que decidiu se separar de Gisele na manhã do dia 18 de fevereiro, o que gerou uma reação exaltada da esposa. Ele afirmou que, após ir tomar banho, ouviu um disparo e encontrou Gisele caída no chão, com sangramento na cabeça e segurando uma arma. O oficial acionou o resgate e a Polícia Militar, e Gisele foi levada ao Hospital das Clínicas, onde foi constatado seu óbito.
Após o ocorrido, o tenente-coronel pediu autorização para entrar no apartamento e tomar banho, o que foi inicialmente negado, mas depois autorizado. Ele justificou que acreditava que ficaria um longo período fora de casa.
Nos dias que antecederam a morte, o tenente-coronel relatou que houve várias discussões entre o casal, incluindo um episódio em que Gisele afirmou que queria o divórcio. O relacionamento, que começou em 2021 e foi oficializado em 2024, passou a apresentar conflitos após a transferência do oficial para o 49º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano, com denúncias anônimas à Corregedoria da PM sobre um suposto relacionamento extraconjugal.

