No Dia Internacional da Mulher, a atacante Ketlen Wiggers expressou sua preocupação com o encerramento recente de equipes de futebol feminino no Brasil. A maior artilheira da história do Santos ressaltou que a descontinuidade de projetos gera insegurança para as atletas.
“É muito triste ver clubes acabando, ainda mais quando a gente sabe da história que alguns têm no futebol feminino”, afirmou. Ketlen citou o Avaí Kindermann, uma das equipes mais tradicionais da modalidade, e disse: “Eu fiquei muito triste quando vi essa notícia”.
A atacante destacou que a instabilidade de projetos no futebol feminino é uma realidade. “A gente sempre tem esse medo de acabar o futebol no clube que você está, porque a gente sabe que isso acontece”, comentou. Ela lembrou que o Santos também viveu apreensão após o rebaixamento do time masculino para a Série B do Campeonato Brasileiro.
“Quando o Santos caiu, a gente teve esse medo também. Mas o presidente manteve o time feminino e continua incentivando”, disse. Para Ketlen, essa decisão foi importante para dar segurança ao elenco. “Isso mostra o quanto é importante os clubes acreditarem no futebol feminino”, afirmou.
A atacante acredita que o investimento na modalidade pode gerar retorno esportivo e financeiro para os clubes. “Hoje você vê muitas atletas sendo negociadas por valores altos. Isso traz retorno para os clubes”, destacou. Ela também enfatizou que o crescimento do futebol feminino depende da continuidade nos projetos e do apoio institucional.
Com a Copa do Mundo feminina marcada para o Brasil em 2027, Ketlen acredita que o torneio pode impulsionar a modalidade. “A Copa do Mundo sempre traz crescimento. Muitas pessoas passam a apoiar mais o futebol feminino”, disse. O principal objetivo, segundo a atacante, é ampliar o espaço das mulheres no esporte. “A gente espera que o futebol feminino continue crescendo e valorizando cada vez mais as mulheres.”


