Autora de livros infantis Kouri Richins é condenada pelo assassinato do marido

Amanda Rocha
Tempo: 4 min.

Kouri Richins, autora de livros infantis de Utah, foi condenada pelo assassinato de seu marido, Eric Richins, em 2022. Ela foi acusada de envenená-lo com uma bebida contendo fentanil antes de publicar um livro sobre luto para seus filhos.

Os promotores alegaram que a mãe de três filhos cometeu o crime como parte de um plano para coletar milhões de dólares em seguros de vida e controlar as finanças do casal. Richins, de 35 anos, de Kamas, Utah, negou as acusações e se declarou inocente, argumentando que o estado não conseguiu provar sua responsabilidade pela dose fatal de fentanil encontrada em seu sistema.

Richins enfrentou acusações de homicídio agravado, tentativa de homicídio, duas contagens de fraude em seguros e falsificação. O júri a considerou culpada em todas as acusações, e sua sentença está marcada para 13 de maio às 9h30 MST.

O caso atraiu atenção nacional, em parte porque Richins escreveu um livro infantil intitulado “Are You With Me?”, destinado a ajudar seus filhos a lidarem com a perda do pai. Os promotores alegaram que ela envenenou Eric Richins com um coquetel de fentanil enquanto celebravam em casa em março de 2022.

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Um exame médico determinou que Eric Richins tinha mais de cinco vezes a quantidade letal de fentanil em seu sistema, e seu fluido gástrico continha 16.000 ng/ml de quetiapina, um medicamento antipsicótico. Os investigadores afirmaram que o envenenamento fatal não foi a primeira tentativa de matar Eric Richins, citando um incidente em que Kouri teria tentado envenená-lo com fentanil em um sanduíche no Dia dos Namorados de 2022.

Eric Richins teve uma reação alérgica após comer o sanduíche e usou o EpiPen de seu filho. Os promotores argumentaram que Kouri planejava usar o dinheiro do seguro para finalizar e vender uma mansão de R$ 2 milhões em Wasatch County, um investimento que a família de Eric não aprovava.

Um contador forense testemunhou que Kouri estava R$ 7,5 milhões em dívida antes da morte do marido. Ela tinha contas frequentemente descobertas e devia cerca de R$ 80.000 por mês em despesas. O contador também afirmou que Kouri pagava cerca de R$ 2.100 por dia a quatro credores e que fechou a compra de uma mansão de R$ 2,9 milhões no mesmo dia em que Eric morreu.

Os promotores apresentaram mensagens de texto e registros de chamadas durante o julgamento, incluindo mensagens de Kouri após a morte do marido, afirmando que “eles não vão tirar de mim o que é meu”. A defesa contestou a narrativa da acusação, questionando a manipulação de evidências e a condução da investigação.

Durante os argumentos finais, o promotor Brad Bloodworth afirmou que Kouri queria a aparência de uma vida perfeita e sucesso financeiro, e que ela desejava deixar o marido, mas manter acesso ao seu dinheiro. Ele descreveu a gravação da chamada de emergência feita na manhã da morte de Eric como o som de uma esposa se tornando uma viúva negra.

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Os advogados de defesa de Kouri afirmaram que a acusação não apresentou provas suficientes para uma condenação e expressaram confiança no sistema de júri, esperando que ela possa retornar para seus filhos e reconstruir sua vida.

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