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Laudo técnico vai investigar passarela com risco de queda na av. Júlio César, em Belém

Amanda Rocha
Tempo: 4 min.

Um laudo técnico será realizado para investigar a passarela na av. Júlio César, em Belém, que apresentou riscos de queda. A estrutura foi removida na noite de terça-feira (10) e causou transtornos no trânsito local.

Motoristas enfrentaram dificuldades ao invadir o bloqueio devido aos engarrafamentos provocados pela interdição. Vinicius Carandina, engenheiro civil da Construbase, empresa responsável pela passarela, afirmou que será feita uma retroanálise da estrutura ‘para entender o que houve de deformação’. Ele também mencionou que a previsão é de reinstalar a passarela ‘muito em breve’.

“‘A empresa está com engenheiros calculistas, inspetores externos fazendo análise, e muito em breve vamos apresentar o que de fato ocorreu’, disse Carandina.”

A decisão pela retirada da passarela foi tomada pela Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Seinfra) e pelo consórcio Igarapé São Joaquim, que inclui a Construbase. Todos os custos relacionados à desmontagem, transporte e eventual reforço estrutural serão cobertos pelo consórcio, sem ônus para a prefeitura, conforme a gestão municipal.

O bloqueio na av. Júlio César causou engarrafamentos desde o início da manhã em vias adjacentes. A avenida é uma importante via de acesso ao Aeroporto Internacional de Belém. O vão central da passarela, que possui cerca de 36 metros, começou a ser desmontado na noite de terça-feira, após a interdição da estrutura na sexta-feira (6) devido ao risco de queda.

O tráfego na av. Júlio César foi bloqueado nos dois sentidos, entre a Pedro Álvares Cabral e o Conjunto Bela Vista, a partir das 20h de terça (10). A previsão é que o trecho seja liberado em até 24 horas após o término da operação de remoção.

Isaias Reis, diretor de Transporte da Seinfra, informou que 16 agentes foram mobilizados para atuar em pontos estratégicos e minimizar os impactos no tráfego. ‘Teremos agentes nos acessos a partir do viaduto da Pedro Álvares Cabral, no Conjunto Bela Vista e na subida do elevado pela Centenário. O trânsito deverá se desviar principalmente pelas avenidas Almirante Barroso e Artur Bernardes’, explicou.

“‘A passarela segue estável e é monitorada pelos técnicos, com auxílio de topógrafo. Mesmo assim, decidimos agir de forma preventiva. A prioridade é garantir que, quando for reinstalada, ela ofereça total segurança para os pedestres’, afirmou Arnaldo Dopazo, titular da Seinfra.”

O secretário ressaltou que a remoção foi uma decisão conjunta com o Consórcio Igarapé São Joaquim. O consórcio, formado pelas empresas Construbase Engenharia e HTBR Arquitetura e Engenharia, afirmou que seu corpo técnico está ‘totalmente mobilizado’ para identificar as causas da falha e propor soluções de engenharia.

A passarela já havia apresentado problemas anteriormente. Em outubro de 2025, uma carreta quase ficou presa ao passar sob a estrutura, e dias depois, dois caminhões-cegonha ficaram retidos, resultando em engarrafamentos e na necessidade de elevar a altura da passarela de 4,5 para 5,2 metros. Após o incidente recente, a Prefeitura abriu um procedimento administrativo para apurar as causas e responsabilidades do consórcio.

O Parque Urbano Igarapé São Joaquim, que inclui a passarela, é uma das obras prometidas para a COP 30. O projeto se estende por 5 km e possui um orçamento total de R$ 173 milhões, sendo R$ 150 milhões provenientes da Itaipu Binacional e R$ 23 milhões da Prefeitura de Belém. Os trabalhos começaram em julho de 2024 e a primeira etapa tinha previsão de conclusão em outubro de 2025.

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