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Segurança

Laudos confirmam que PM Gisele não estava grávida nem foi dopada; investigação continua

Amanda Rocha
Última atualização: 17 de março de 2026 07:38
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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A Polícia Civil investiga a morte da policial militar Gisele Alves, encontrada baleada em seu apartamento no Brás, em São Paulo, no dia 18 de fevereiro. Laudos da Polícia Técnico-Científica confirmaram que Gisele não estava grávida e não foi dopada, mas encontraram mais manchas de sangue em outros cômodos do imóvel.

A soldado foi encontrada com um tiro na cabeça, e a investigação busca determinar se foi suicídio ou feminicídio. O inquérito aguarda resultados complementares do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística (IC) para esclarecer a dinâmica do disparo.

O caso foi inicialmente registrado como suicídio, mas a reclassificação para morte suspeita ocorreu após novos elementos surgirem. A perícia analisa se o disparo foi autoprovocado ou se houve ação de outra pessoa. O tenente-coronel Geraldo Neto, marido de Gisele, relatou que o disparo ocorreu após uma discussão, enquanto estava no banho.

““Eu ouvi um barulho, saí do banheiro e encontrei Gisele ferida na cabeça, com uma arma na mão”, disse o coronel.”

Após a morte, Geraldo participou da reconstituição do crime em 23 de fevereiro. A defesa do coronel solicitou novo depoimento no 8º Distrito Policial (DP) após a chegada dos laudos. O ex-marido de Gisele também prestou depoimento, afirmando que ela não apresentava tendências suicidas.

A investigação foi encaminhada à Vara do Júri, considerando indícios de crime doloso contra a vida, incluindo feminicídio. Relatos de familiares indicam que Gisele vivia uma relação tóxica, com ameaças e controle por parte de Geraldo.

Laudos apontaram disparo encostado na cabeça, lesões no rosto e pescoço compatíveis com pressão digital, e ausência de pólvora nas mãos de Gisele e Geraldo. A trajetória do tiro indica que foi disparado de baixo para cima, o que levanta mais dúvidas sobre a versão do coronel.

Peritos e investigadores se reunirão para discutir o caso, e o corpo de Gisele foi exumado para novos exames. A Polícia Militar também instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) devido a denúncias de ameaças e instabilidade emocional na relação. As investigações continuam, aguardando a conclusão dos laudos pendentes.

TAGGED:BrásFeminicídioGeraldo NetoGisele AlvesInstituto de CriminalísticaInstituto Médico LegalPM GiselePolícia CivilSão Paulo
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