A LDC (Louis Dreyfus Company) anunciou que obteve um lucro líquido de US$ 653 milhões em 2025, representando uma queda de 10% em comparação ao ano anterior. Apesar dessa redução no lucro, a receita líquida da empresa cresceu de US$ 50,6 bilhões em 2024 para US$ 53,2 bilhões em 2025.
Michael Gelchie, CEO da LDC, comentou sobre os resultados:
““Com nossa comprovada expertise em gerenciamento de risco, extensa rede global e portfólio diversificado de negócios, navegamos com sucesso pelas incertezas do mercado, entregando resultados robustos em 2025 e criando valor para nossos stakeholders.””
O Ebitda da LDC foi de US$ 1,83 bilhão no ano, uma leve queda em relação aos US$ 1,88 bilhão registrados em 2024. A companhia aumentou seus investimentos, com um dispêndio de capital de US$ 1,98 bilhão, quase o dobro do valor do ano anterior.
No Brasil, a LDC continuou a investir no replantio de pomares de frutas cítricas e na expansão da capacidade operacional de unidades-chave da Plataforma de Sucos. A empresa também concluiu a construção de um terminal intermodal de transbordo em Pederneiras.
Além disso, a LDC avançou na construção de um hub logístico em Rondonópolis, inaugurado em fevereiro de 2026, que apoia as operações de fertilizantes e algodão na região. Na América do Norte, a empresa investiu no processamento de canola e em novas capacidades de produção de ingredientes de proteína de ervilha.
Na Argentina, a LDC focou em armazenamento e logística para grãos, oleaginosas e algodão, além de uma nova linha especializada em esmagamento em seu complexo industrial em Timbués. Na Europa Central, a companhia finalizou a aquisição de atividades comerciais na Hungria e na Polônia, além de um negócio de ingredientes na Alemanha.
Na Ásia, a LDC inaugurou novas unidades de refino de glicerina e de envase de óleo comestível na Indonésia, além de um novo laboratório conjunto na China.
Em relação à sustentabilidade, a LDC reportou uma redução de 9,31% nas emissões de escopos 1 e 2 e afirmou ter alcançado 98% de originação livre de desmatamento em suas cadeias globais. A empresa também ampliou suas iniciativas de agricultura regenerativa, que somaram 67 mil hectares em 2025, como parte de sua estratégia, que celebra 175 anos em 2026.

