O governo brasileiro anunciou a realização de um leilão voltado a sistemas de armazenamento de energia, previsto para junho de 2026. Este leilão de baterias pode abrir uma nova frente no setor elétrico, além dos leilões de reserva de capacidade para térmicas e hidrelétricas que ocorrerão nesta semana.
Embora a sinalização política tenha sido dada, ainda existem dúvidas sobre o desenho técnico e econômico do certame. Uma das principais preocupações é a competição com os leilões para térmicas e hidrelétricas. Outro ponto importante é o tratamento regulatório das baterias no sistema elétrico, especialmente em relação à dupla tarifação, onde os sistemas de armazenamento podem pagar encargos tanto ao consumir energia quanto ao devolver eletricidade ao sistema.
Empresas como Axia, Alupar, Engie, Renova, CPFL e Nova Engevix já manifestaram interesse em participar do leilão. Fabricantes e desenvolvedores, incluindo UCB, WEG, Micropower, Huawei e Moura, estão se articulando para parcerias e aumento da capacidade industrial para atender a uma futura demanda.
O presidente da Absae, Marcus Vlasits, destacou a importância dos leilões para a segurança energética do Brasil. Ele ressaltou que, enquanto os leilões para fontes termelétricas e hidrelétricas têm datas definidas, a portaria de diretrizes para o leilão de sistemas de armazenamento em baterias ainda não foi publicada.
““É essencial reconhecer as vantagens das baterias em comparação com as demais tecnologias, especialmente as termelétricas, para o leilão de reserva de capacidade”, disse Vlasits.”
A minuta do PDE 2035, que está em consulta pública até o dia 12 de março, prevê a introdução da tecnologia de armazenamento de energia em larga escala, com uma meta de 6,6 gigawatts (GW) até o final do horizonte de 2035.

