O leilão do corredor Minas-Rio, que seria o primeiro leilão ferroviário de 2026, foi adiado e não ocorrerá em abril, como inicialmente planejado. O governo federal readequou o cronograma, prevendo a realização do certame entre julho e agosto.
O edital, que era esperado desde janeiro, ainda não foi publicado. O secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, afirmou que o documento deve ser divulgado até maio. Apesar do atraso, Santoro destacou que este continua sendo o primeiro leilão ferroviário do ano.
O atraso no leilão está relacionado ao caráter inédito do modelo e a ajustes no processo, após o Tribunal de Contas da União (TCU) solicitar a análise do projeto. Como essa análise não estava prevista no cronograma original, foi necessário readequar as etapas do projeto.
Atualmente, a proposta está na fase final de análise na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O corredor Minas-Rio será o primeiro leilão estruturado por meio de chamamento público, onde o governo oferece trechos ferroviários devolvidos por concessionárias.
Empresas interessadas poderão assumir a operação e realizar investimentos. O diretor-geral da ANTT, Guilherme Sampaio, explicou que esse modelo deve ganhar destaque nos próximos anos, seguindo um processo semelhante ao do setor portuário, com edital, projeto de referência e análise do TCU.

