O presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Johnson, afirmou nesta quarta-feira (18) que a missão no Irã deve chegar ao fim em breve, alinhando-se à mensagem do presidente americano, Donald Trump, sobre o conflito, apesar da continuidade da violência na região.
Questionado sobre o preço da guerra, Johnson declarou que ainda não é possível calcular, pois “a operação ainda está em andamento”. Ele também comentou que, embora a missão esteja praticamente concluída, o fechamento do Estreito de Ormuz complicou o cronograma.
““Essa questão do Estreito de Ormuz está prolongando um pouco as coisas”, disse ele aos repórteres.”
O conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã teve início em 28 de fevereiro, após um ataque coordenado que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã. Desde então, diversas autoridades do regime iraniano foram mortas e os EUA alegam ter destruído dezenas de navios e alvos militares iranianos.
Em resposta, o regime iraniano atacou vários países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, afirmando que os alvos eram interesses dos EUA e de Israel.
Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, conforme a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos devido a ataques iranianos.
O conflito também se alastrou para o Líbano, onde o Hezbollah atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Israel respondeu com ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah.
Após a morte de grande parte da liderança iraniana, um novo líder supremo foi eleito: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas afirmam que ele representa continuidade da repressão, e Donald Trump criticou essa escolha, considerando-a um “grande erro”.


