Na próxima terça-feira, 31 de março de 2026, os trens da linha Ouro, 17, do metrô de São Paulo, começarão a circular após catorze anos desde o início das obras.
A construção da linha teve início em 2012, com a promessa de conclusão em 2014, ano da Copa do Mundo no Brasil. No entanto, a entrega da obra foi adiada por diversas vezes devido a paralisações e mudanças nos governos estaduais.
O monotrilho da linha Ouro ligará o Aeroporto de Congonhas, localizado na zona sul, à estação Morumbi, que faz parte da linha 9 Esmeralda da CPTM, conectando a zona norte ao extremo da zona sul.
Inicialmente, oito estações estarão em funcionamento e a operação não será cobrada. O horário de funcionamento será das 10h às 15h, reduzido em relação ao transporte público regular, que opera das 4h até a meia-noite.
Enquanto o metrô opera no subsolo e os trens a poucos metros do chão, o monotrilho funcionará a uma altura de doze a quinze metros. Os trens da linha Ouro são não tripulados, utilizando tecnologia chamada “driveless”.
Quando a obra deveria ter sido entregue, o governador de São Paulo era Geraldo Alckmin, que atualmente é vice-presidente da República. O atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou Alckmin nas redes sociais pelo atraso na entrega da obra, que se estendeu por mais de uma década.
Alckmin era cogitado para disputar o governo de São Paulo, mas o PT optou por Fernando Haddad, que deve enfrentar Tarcísio novamente em outubro. Durante o Fórum de Infraestrutura de VEJA, realizado na última sexta-feira, 27, Tarcísio afirmou que seu governo tem investido 34 bilhões de reais em obras por ano.

