Lollapalooza 2026 inicia com diversidade de estilos e público

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O Lollapalooza 2026 começou nesta sexta-feira (20) no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, com ingressos esgotados e uma presença de 100 mil pessoas. O festival trouxe atrações esperadas, incluindo algumas estreantes no Brasil, como Doechii, e outras que não se apresentavam há muito tempo, como Deftones.

A headliner Sabrina Carpenter foi a artista que atraiu o maior público, retornando ao Brasil pela quinta vez, agora como atração principal. O evento se dividiu em dois estilos distintos: um de rock, com apresentações de Viagra Boys, Interpol e Deftones, e outro de pop e R&B, com Doechii, Blood Orange e Sabrina Carpenter. Essa divisão também se refletiu nos visuais dos fãs, que variavam entre roupas pretas e tons de rosa e azul-bebê, de acordo com a cantora.

O dia começou com uma área enlamaçada, resultado da chuva que caiu na quinta-feira. No entanto, o público chegou preparado, com botas de caubói sendo um item popular entre os participantes.

“‘Mesmo depois de diversas apresentações no Brasil nos últimos dez anos, dá para dizer que Sabrina Carpenter realizou seu primeiro show de verdade no país nesta sexta-feira’, afirmou um especialista sobre a performance da cantora.”

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Edson Gomes, que se apresentou na terceira linha do cartaz, foi celebrado pelo público quando seu nome foi anunciado em agosto de 2025. Sua inclusão no line-up foi vista como um reconhecimento ao artista de mais de cinco décadas de carreira, embora sua apresentação tenha atraído uma plateia mista de jovens e fãs de rock que estavam assistindo ao show dos Deftones ao lado.

O Deftones fechou o palco Samsung Galaxy no primeiro dia do festival, mas sua apresentação não atendeu às expectativas do público. Apesar de um álbum recente, a banda não conseguiu empolgar a plateia.

A rapper Doechii, que havia desmarcado seu primeiro show no Brasil em 2024, finalmente se apresentou no festival. Vestida de cigana, ela dominou o palco com uma performance energética e interativa.

A banda Interpol, formada no final dos anos 90, encontrou uma plateia dedicada e apresentou seu som característico entre o pós-punk e o indie rock. Paul Banks, vocalista da banda, fez comparações com o Kings of Leon durante sua performance.

Blood Orange, o artista inglês Dev Hynes, também se apresentou no festival, entregando um show introspectivo e cuidadoso, atraindo fãs com suas canções sensíveis que misturam R&B, jazz e rock alternativo.

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