A CPFL Energia anunciou um lucro líquido de R$ 1,56 bilhão no quarto trimestre de 2025, apresentando uma leve variação negativa de 0,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
No consolidado do ano, a empresa registrou um lucro de R$ 5,74 bilhões, praticamente estável em relação aos R$ 5,76 bilhões obtidos em 2024, resultando em uma leve queda de 0,3%.
O desempenho da companhia variou entre seus segmentos. O setor de distribuição foi o principal responsável pelo lucro, alcançando R$ 3,87 bilhões em 2025, um aumento de 29,2% em relação a 2024.
Por outro lado, a área de geração teve um lucro de R$ 1,93 bilhão, com uma queda de 13,5%, enquanto o segmento de transmissão registrou uma redução de 55,8%, totalizando R$ 269 milhões.
A receita operacional líquida atingiu R$ 11,8 bilhões no trimestre e R$ 44,3 bilhões no ano, um avanço de 4,1% em relação ao ano anterior, impulsionado por reajustes tarifários e aumento na venda de energia.
O Ebitda consolidado da CPFL somou R$ 13,45 bilhões em 2025, um aumento de 2,4% em comparação a 2024. A distribuição também liderou o desempenho operacional, com Ebitda de R$ 8,83 bilhões, alta de 13,8% no período.
““O mercado fechou com uma queda de 2,2% no consumo, concentrada nas classes de baixa tensão residencial e comercial”, disse Gustavo Estrella, CEO da empresa.”
Estrella também mencionou que a indústria ficou praticamente estável em relação a 2024, com uma leve queda de 0,3%. Ele destacou que o setor de alimentos cresceu 5,2%, compensando a queda em outras classes.
A inadimplência se manteve em um patamar baixo, com um efeito positivo de R$ 102 milhões ao longo de 2025 em comparação ao ano anterior. No entanto, a empresa enfrenta cortes de geração de energia impostos pelo Operador Nacional de Energia Elétrica (ONS), que resultaram em um impacto financeiro de mais de R$ 550 milhões.
A CPFL encerrou o ano com uma dívida líquida de R$ 30,5 bilhões, um aumento de 13,3% em relação a 2024, e uma relação dívida líquida/Ebitda de 2,3 vezes. Para os próximos cinco anos, a empresa planeja investir R$ 31,1 bilhões, o maior programa de investimentos da companhia, focando na distribuição de energia.

