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Política

Lula e Alcolumbre discutem reveses do governo e indicação de Messias ao STF

Amanda Rocha
Última atualização: 10 de março de 2026 17:29
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou na semana passada com Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado. O telefonema foi uma reaproximação e ambos devem marcar um encontro presencial.

A reunião terá como pauta os recentes reveses do governo no Senado e a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, Alcolumbre e Lula discutirão a relação do senador com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), que se deteriorou no final do ano passado.

Interlocutores afirmam que Alcolumbre apresentará a Lula sua avaliação de que o governo tem cometido erros na articulação de pautas prioritárias. O senador citará como exemplo a falta de articulação que resultou na retirada da proposta de incentivo à instalação de datacenters no Brasil, cuja medida provisória caducou.

Outro ponto que Alcolumbre considera uma “trapalhada da base governista” foi a votação que levou à quebra de sigilos de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS. Após a aprovação simbólica, governistas argumentaram que o presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), contou apenas sete votos contrários ao requerimento, quando, segundo eles, 14 senadores se manifestaram contra.

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Alcolumbre rejeitou essa argumentação, afirmando que mesmo com 14 votos contrários, não haveria maioria para derrubar a quebra de sigilo, pois seriam necessários 16 votos, dado que o quórum era de 31 parlamentares. Nos bastidores, o senador comentou que o governo “comeu mosca” e que sua decisão foi estritamente regimental.

Quanto à indicação de Jorge Messias ao STF, a expectativa do governo é que Lula consiga articular sua aprovação com Alcolumbre. A escolha de Messias foi feita em 20 de novembro, mas a mensagem oficial ainda não foi enviada por receio de rejeição.

Alcolumbre expressou insatisfação com a escolha, pois esperava que seu aliado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) fosse indicado. Questionado sobre o assunto, Alcolumbre afirmou que está aguardando a mensagem do governo.

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