O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou um decreto que zera os impostos federais PIS e Cofins sobre o diesel. A decisão é uma tentativa do governo de conter os impactos na inflação provocados pela alta do petróleo.
A medida é um sinal para o Banco Central, especialmente com a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) agendada para a próxima semana. O governo busca evitar que o aumento dos preços, decorrente da instabilidade internacional, se traduza rapidamente em inflação no Brasil.
A estratégia do governo inclui a redução de tributos federais, compensando parte da perda de arrecadação com o aumento dos impostos sobre a exportação de petróleo. Essa combinação visa aliviar a pressão sobre os preços sem gerar um desequilíbrio maior nas contas públicas.
A cotação do petróleo voltou a atingir US$ 100, mesmo após o anúncio da liberação de reservas. No Planalto, a análise política considera que aumentos visíveis no custo de vida podem influenciar a percepção do eleitorado.
Pesquisas recentes, como a do instituto Quaest, mostraram um aumento na reprovação ao governo, com 51% desaprovando e 44% aprovando a gestão de Lula. A preocupação é que a alta do petróleo impacte rapidamente o bolso do consumidor, o que é visto como uma tentativa de conter pressões inflacionárias e preservar o ambiente político.
Em Brasília, a percepção é de que inflação e popularidade andam juntas, e qualquer ação que reduza essa pressão é considerada essencial para evitar um desgaste adicional ao governo.


