O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta sexta-feira (13), a revogação do visto de Darren Beattie, assessor do presidente americano Donald Trump. Beattie tinha uma visita marcada ao Brasil para a próxima semana e havia solicitado um encontro com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A revogação do visto foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, nesta quinta-feira (12). Beattie, ex-professor visitante na Duke University, trabalhou como conselheiro político e redator de discursos de Trump durante seu primeiro mandato.
Ele foi demitido em 2018 após uma reportagem revelar sua participação em uma conferência com supremacistas brancos. O repórter sênior da CNN, Andrew Kaczynski, mostrou que Beattie estava na lista de palestrantes da conferência do H.L. Mencken Club, em 2016, um evento que atrai regularmente supremacistas brancos.
Após sua demissão, Beattie fundou o site conservador Revolver News, conhecido por amplificar teorias da conspiração sobre a invasão do Capitólio em 6 de janeiro. Ele também fez comentários polêmicos sobre raça e elogiou o biólogo James Watson, que fez declarações controversas sobre inteligência racial.
Beattie foi nomeado para a Comissão dos EUA para a Preservação do Patrimônio Americano no Exterior, mas foi demitido pelo presidente Joe Biden em 2022. No início do segundo mandato de Trump, Beattie foi promovido a um alto cargo no Departamento de Estado, atuando como subsecretário interino de Diplomacia Pública e Assuntos Públicos.
Recentemente, Beattie apagou publicações nas redes sociais onde criticava o secretário de Estado Marco Rubio. Ele também repercutiu sanções impostas a Moraes, chamando-o de “principal arquiteto do complexo de censura e perseguição” no Brasil.
A revogação do visto ocorreu devido à omissão de informações relevantes sobre a visita ao Brasil. O Ministério das Relações Exteriores brasileiro declarou que a decisão foi tomada com base em “omissão e falseamento de informações” durante a solicitação do visto.


