O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira, 13, a proibição da entrada no Brasil de um diplomata do governo Donald Trump. O diplomata, Darren Beattie, assessor para o Brasil no Departamento de Estado dos Estados Unidos, desejava visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso.
“E eu o proibi de vir ao Brasil”, afirmou Lula durante um evento no Rio de Janeiro. Uma fonte da diplomacia brasileira confirmou à agência de notícias AFP que o visto de Beattie foi revogado devido à “omissão de informações e mentiras sobre propósito da visita”.
Na quinta-feira, 12, o Supremo Tribunal Federal (STF) já havia negado a Beattie uma permissão para visitar Bolsonaro, que está detido na unidade conhecida como “Papudinha”, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Bolsonaro foi condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Beattie, que no passado foi uma das figuras de mais alto escalão do governo americano a apoiar Bolsonaro, teve seu visto inicialmente concedido para participar de um fórum sobre minerais críticos em São Paulo.
O Ministério das Relações Exteriores alertou o STF de que “a visita de um funcionário de Estado estrangeiro a um ex-presidente da República em ano eleitoral pode configurar indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro”. O ministro do STF Alexandre de Moraes acatou o argumento do Itamaraty e revogou sua decisão anterior que havia autorizado o encontro, solicitado pela equipe de defesa do ex-presidente.


