Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula, é alvo da Polícia Federal e da CPMI do INSS por suspeitas de envolvimento em um esquema que desviou R$ 4 bilhões das aposentadorias dos idosos.
Recentemente, Lulinha confidenciou a pessoas próximas que estava prestes a formar uma sociedade com Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como ‘Careca do INSS’, para atuar no ramo de produção de medicamentos à base de cannabis.
Em 2024, Lulinha e Antunes viajaram juntos a Portugal para visitar uma fábrica de medicamentos. Ao retornar, Lulinha expressou entusiasmo com o que viu e mencionou um convite para participar da sociedade com o lobista.
Entretanto, o negócio não avançou devido ao escândalo do INSS, do qual Antunes é considerado mentor e beneficiário. Lulinha, por meio de seus advogados, afirmou que a parceria não se concretizou e que não recebeu qualquer pagamento do lobista, que custeou a viagem.
O filho do presidente foi implicado nas investigações do INSS após o depoimento de um executivo de uma das empresas de Antunes, que alegou que Lulinha recebia uma mesada de R$ 300 mil para facilitar o acesso ao governo.
As investigações levaram à quebra dos sigilos fiscal e bancário de Lulinha, que movimentou R$ 19,5 milhões entre 2022 e 2026, realizando mais de 1.500 transações bancárias nesse período.
A CPMI do INSS, instalada no Senado, aprovou um requerimento para acessar os dados bancários, fiscais e telefônicos de Lulinha. Contudo, o ministro do STF Flávio Dino suspendeu, em caráter liminar, essas quebras de sigilo, alegando falta de fundamentação nos pedidos.
Atualmente, Lulinha reside em Madrid, na Espanha, com sua mulher e filhos.


