A CPMI do INSS quebrou o sigilo do empresário Fábio Luís Lula da Silva e identificou que ele movimentou R$ 19,5 milhões entre 2022 e 2026. O relatório aponta que Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizou 1.531 transações bancárias nesse período.
Do total, R$ 9,774 milhões entraram e R$ 9,75 milhões saíram da conta do empresário. No primeiro ano analisado, foram movimentados R$ 4,6 milhões. Em 2024, o valor atingiu o pico de R$ 7,27 milhões.
Na planilha, consta um repasse de R$ 721,3 mil feito pelo presidente Lula a seu filho. O advogado Guilherme Suguimori afirmou que acionou o STF, o Congresso e a Polícia Federal para questionar a divulgação de informações que nem a defesa teve acesso.
““Após votação questionável sobre quebra de sigilo sem fundamentação individualizada e concessão de medida liminar reconhecendo a ilegalidade da quebra, a imprensa informou que teria acessado documentos sigilosos, no mesmo dia em que recebidos pela CPMI do INSS”, disse a defesa de Lulinha em nota.”
O advogado também declarou que o vazamento configura crime grave e que está sendo comunicado a todas as autoridades competentes. “Não pouparemos esforços para apurar e punir os responsáveis”, afirmou a nota.
Além disso, o advogado ressaltou que é “impossível” avaliar a existência, veracidade ou detalhamento das informações, uma vez que Fábio Luís e sua defesa não têm acesso nem aos documentos recebidos pela CPMI, nem aos que a imprensa alega ter recebido. “No entanto, é gritante a ausência de menção a qualquer elemento ligado às fraudes do INSS, o alegado objeto investigativo da quebra de sigilo”, completou.

