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Política

Mabel atribui superávit de Goiânia a ajuste fiscal e corte de gastos

Amanda Rocha
Última atualização: 16 de março de 2026 10:47
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), apresentou à Câmara Municipal os dados da prestação de contas de 2025, destacando um superávit de R$ 583,2 milhões. Ele atribuiu esse resultado a um processo de ajuste administrativo, contenção de despesas e aumento da arrecadação.

Mabel afirmou que o superávit foi fruto de “muito trabalho”, revisão de pagamentos e controle de gastos. O balanço fiscal do município revelou uma receita total de R$ 10,03 bilhões no ano, com um crescimento significativo dos investimentos, enquanto as despesas totais diminuíram em termos reais.

Na coletiva de imprensa após a apresentação, o prefeito enfatizou que o resultado positivo das contas públicas não foi casual, mas sim uma consequência direta das medidas de gestão implementadas desde o início de sua administração. Ele destacou que a arrecadação foi elevada e que as despesas foram controladas, especialmente aquelas que não deveriam ser pagas.

O documento apresentado mostra que Goiânia encerrou 2025 com uma receita total de R$ 10,03 bilhões, representando uma alta nominal de 9,64% em relação a 2024, enquanto a despesa total empenhada caiu 0,95% no mesmo período. Em termos reais, descontando a inflação de 4,26%, a receita cresceu 5,16% e a despesa caiu 5%.

Mabel destacou que uma das chaves para o ajuste foi a contenção de despesas com pessoal e o fortalecimento da disciplina administrativa. Ele mencionou que houve uma redução na folha de pagamento e um controle mais rigoroso sobre afastamentos e atestados médicos.

O prefeito revelou que, em cinco meses, a prefeitura conseguiu reduzir R$ 32 milhões em despesas com atestados que, segundo sua avaliação, não deveriam ter sido concedidos. Além disso, Mabel indicou que o ajuste fiscal não se encerrará com os resultados de 2025.

Ele anunciou que está preparando novos anúncios envolvendo a Companhia de Urbanização de Goiânia, a Comurg, e mencionou mudanças estruturais na previdência municipal e no modelo de gestão do IMAS. Mabel afirmou que a prefeitura fez uma “boa endireitada” na Comurg e que busca um parceiro ou sócio para reestruturar a companhia, devido ao tamanho da dívida e às dificuldades históricas de gestão.

Sobre a previdência, o prefeito informou que estão sendo estudadas medidas para fortalecer a sustentabilidade do sistema e garantir uma arrecadação permanente para o fundo.

TAGGED:ComurgFinanças PúblicasGoiâniaGoiásIMASPolíticaUnião Brasil
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