Um madeireiro foi preso em flagrante na quarta-feira (4) em Anapu, no sudoeste do Pará, após tentar subornar um agente do Ibama durante uma vistoria em sua empresa. O proprietário ofereceu R$ 100 mil para evitar uma autuação à sua madeireira e serraria.
O Ibama lavrou um auto de infração no valor de R$ 100 mil pela tentativa de obstruir a fiscalização mediante suborno. A empresa havia sido notificada anteriormente para apresentar a documentação da madeira no pátio, mas o prazo já havia expirado.
Durante a conferência, a equipe do Ibama identificou cerca de 2.200 toras de madeira, muitas sem identificação, o que indicava irregularidades. Ao perceber que seria autuado, o proprietário ofereceu a quantia como suborno, mas o fiscal recusou a oferta e comunicou imediatamente a equipe.
O responsável pela madeireira recebeu voz de prisão pelo crime de corrupção ativa. A prisão ocorreu durante uma ação de fiscalização da Operação Maravalha, que visa controlar a cadeia produtiva da madeira e combater a degradação ambiental e a extração ilegal em unidades de conservação, terras indígenas e áreas públicas.
Alexandre Quartezane Piol foi conduzido à sede da Delegacia da Polícia Federal em Altamira por agentes do Ibama. Até o momento da publicação, a defesa do madeireiro não havia sido contatada. O Ibama e a Polícia Federal não informaram o que ele alegou em depoimento.
Em nota, o Ibama reafirmou seu compromisso com a legalidade, ética e integridade pública, além de uma política de tolerância zero a tentativas de interferência ilícita em suas atividades. O órgão informou que continuará acompanhando os desdobramentos do caso e adotando as medidas cabíveis.

