A diretora Maggie Gyllenhaal apresenta uma nova perspectiva sobre a clássica história de Frankenstein com o filme ‘A Noiva!’, que estreia esta semana nos cinemas dos EUA e Reino Unido.
Desde a sua criação, o romance de Mary Shelley tem atraído cineastas, mas a maioria das adaptações foi realizada por homens. Gyllenhaal, que se inspira na sequência de 1935, ‘A Noiva de Frankenstein’, traz uma visão feminina ao conto, estrelando Jessie Buckley.
O filme de Gyllenhaal levanta questões sobre a escassez de mulheres na adaptação de histórias como essa, apesar de ter sido originalmente escrita por uma mulher. Especialistas discutem a desigualdade de gênero no cinema e o impacto disso nas interpretações da obra.
A Dra. Jo Botting, curadora do Arquivo Nacional BFI, observa que o horror é um gênero que atrai mais homens, enquanto Daniel Cook, professor da Universidade de Dundee, sugere que diretores homens podem se identificar com o ‘Complexo de Deus’ presente na narrativa.
Eleanor B. Johnson, professora da Universidade Columbia, destaca que diretores homens tendem a focar na ambição e arrogância de Victor Frankenstein, enquanto a perspectiva feminina pode trazer à tona temas de perda e vulnerabilidade.
Gyllenhaal expressou sua frustração com a representação da noiva no filme de Whale, onde ela não tem voz. ‘Eu quero saber como ela está pensando e sentindo’, afirmou a diretora.
O filme ‘A Noiva!’ promete oferecer uma nova leitura da história, que tem sido predominantemente contada por homens ao longo dos anos, e abre espaço para uma reflexão mais profunda sobre os temas centrais do romance de Shelley.


