Trabalhadores da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) entraram em greve na última terça-feira, dia 17 de março de 2026, resultando no adiamento de mais de 30 cirurgias eletivas em hospitais da rede em Belo Horizonte.
Até a noite de quarta-feira, dia 18, 23 procedimentos programados no Hospital João XXIII foram adiados. No Complexo de Especialidades, que inclui os hospitais Júlia Kubitschek e Alberto Cavalcanti, foram registrados oito adiamentos. As cirurgias de urgência e emergência continuam sendo realizadas normalmente.
A Fhemig informou que as equipes assistenciais estão em contato com os pacientes afetados para reavaliação clínica e reorganização das agendas. Casos que demandam maior atenção serão priorizados.
“A Fhemig acompanha a situação de forma contínua e adota as providências necessárias para garantir o funcionamento regular dos serviços hospitalares, reafirmando seu compromisso com o cuidado, a responsabilidade e a qualidade da assistência prestada à população usuária do SUS.”
A greve teve início às 7h da última terça-feira, após assembleia realizada em frente ao Hospital João XXIII. Os trabalhadores mantêm uma escala mínima para garantir o atendimento aos pacientes.
A decisão pela greve foi tomada após a apresentação de uma proposta de reajuste salarial considerada insuficiente para recompor as perdas inflacionárias dos últimos três anos. Além disso, a categoria cobra o fim de descontos indevidos nos salários, melhorias nas condições de trabalho e o cumprimento de acordos.
Os profissionais também reclamam da retirada de direitos e da falta de respostas efetivas por parte da administração estadual para as demandas da categoria.
A rede da Fhemig em Belo Horizonte inclui o Hospital João XXIII, o Hospital Infantil João Paulo II, o Hospital Eduardo de Menezes, o Hospital Júlia Kubitschek e o Hospital Alberto Cavalcanti, que atendem diferentes especialidades pelo SUS.


