Desde o início de um novo conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, mais de 4 mil brasileiros conseguiram retornar do Oriente Médio. O balanço foi divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil nesta quinta-feira, 12 de março.
Os brasileiros foram repatriados a partir dos aeroportos de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e de Doha, no Catar. Até o momento, foram realizadas 14 operações de repatriação, com aproximadamente 3,8 mil brasileiros retornando por voos regulares da Emirates, que foram retomados em 4 de março.
Em Doha, as operações de repatriação começaram em 7 de março, resultando no retorno de 278 brasileiros até esta quinta-feira. O voo direto de Doha para São Paulo, operado pela Qatar Airways, foi retomado nesta data, com o próximo voo agendado para o dia 15 de março.
O Itamaraty recomenda que os brasileiros não viajem para 12 países desde o início do conflito. A orientação para aqueles que já estão na região é seguir as recomendações de segurança das autoridades locais. Caso um voo tenha sido cancelado, os passageiros devem entrar em contato com a companhia aérea para remarcação.
““O auxílio prioriza não residentes e grupos preferenciais (Lei 10.048/2000). Também há gestões em curso para o transporte de animais domésticos retidos nos Emirados”, informou o Itamaraty.”
O governo brasileiro também está negociando transporte terrestre seguro de Doha, Kuwait e Manama até o Aeroporto de Riade, na Arábia Saudita, para embarque em voos comerciais com destino ao Brasil. Para esse traslado, os brasileiros devem ter passaportes com validade mínima de seis meses e atender aos requisitos de entrada na Arábia Saudita.
A guerra já resultou na morte de cerca de 2 mil pessoas, a maioria iranianos e libaneses. O Irã tem atacado navios cargueiros no Estreito de Ormuz, principal rota de comércio de petróleo do Oriente Médio, e alertou que o preço do barril pode chegar a US$ 200 em algumas semanas.
Para mitigar os impactos da alta do petróleo no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto zerando as alíquotas do PIS e do Cofins sobre a importação e comercialização do diesel, além de uma medida provisória com subvenção ao diesel para produtores e importadores.


