A Polícia Civil indiciou o vigilante Raimundo Gomes da Silva, de 59 anos, pelo feminicídio da esposa, a merendeira Rozália Gonçalves Pereira, de 36 anos. A conclusão do inquérito foi divulgada na quinta-feira (12) pela 2ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Araguaína.
O suspeito é considerado foragido. O corpo de Rozália foi encontrado em avançado estado de decomposição no dia 5 de janeiro, em um terreno baldio no Setor Lago Sul, em Araguaína, local que fica no mesmo bairro onde o casal residia.
A merendeira trabalhou na Escola Municipal Joaquim Carlos Sabino dos Santos entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, conforme informações da Prefeitura de Araguaína. As investigações indicam que o crime foi motivado por ciúmes, uma vez que Raimundo acreditava estar sendo traído.
O delegado responsável pelo caso, Adriano Carvalho, informou que o marido criou um perfil falso em um aplicativo de mensagens para atrair Rozália. No local marcado para o encontro, ele a atacou com vários golpes de faca. A polícia apurou que o casal vivia uma crise e que Raimundo não aceitava o pedido de separação da esposa.
““A Polícia Civil realizou uma complexa investigação que conseguiu todos os elementos que demonstram ter o companheiro da vítima sido o autor desse feminicídio brutal, que além de ter tirado a vida da vítima, ainda deixou os próprios filhos abandonados”, afirmou Adriano Carvalho.”
Após o assassinato, o vigilante voltou para casa e fugiu para o Maranhão na madrugada do dia seguinte. A vítima estava desaparecida desde o feriado de 1º de janeiro, quando parentes informaram à Polícia Militar que ela havia saído para se encontrar com uma pessoa que conheceu na internet.
A filha de Rozália mencionou que, embora o crime tenha ocorrido possivelmente no dia 1º, o celular da mãe permaneceu ativo por algum tempo, mas as chamadas feitas pela família não foram atendidas. O corpo foi localizado por um morador que sentiu um forte odor e notou urubus sobrevoando o terreno, localizado no cruzamento da Avenida do Comércio com a Rua Amarilis. A análise da Polícia Militar e da perícia técnica identificou perfurações na região do tórax.


