Marinha dos EUA iniciará escolta de navios no Estreito de Ormuz

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, anunciou que a Marinha americana começará a escoltar navios pelo Estreito de Ormuz assim que os recursos militares na região puderem desviar a atenção dos ataques de retaliação do Irã contra países vizinhos.

Em entrevista à Fox News, Wright afirmou que as escoltas navais começarão “o mais rápido possível”. Ele destacou que “todos os recursos militares dos Estados Unidos — e que Deus abençoe os homens e mulheres das Forças Armadas — estão totalmente focados em reduzir a capacidade do Irã de causar destruição entre seus vizinhos e contra americanos na região”.

Wright acrescentou: “Primeiro precisamos reduzir significativamente a capacidade deles de causar problemas e, assim que for razoável fazer isso, vamos escoltar navios pelo estreito e fazer a energia voltar a circular.”

O secretário também comentou sobre a alta nos preços da gasolina, que atingiram o nível mais alto durante os mandatos de Donald Trump. Segundo ele, a situação deve durar “semanas, não meses”, classificando o aumento como “uma pequena interrupção no momento”.

Além disso, Wright afirmou que o anúncio do governo de que permitirá que a Índia compre petróleo russo por 30 dias não representa uma mudança na política contra a Rússia, mas sim uma medida “temporária” para evitar interrupções no mercado global de energia em meio à guerra.

Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano. O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas dos ataques norte-americanos e israelenses. Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”. Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”.

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