Uma marquise desabou na Avenida Principal do Dirceu na terça-feira (14), atingindo um idoso e deixando funcionários presos em lojas. A Superintendência de Desenvolvimento Urbano (SDU) Sudeste informou que a estrutura não possuía autorização para ser implantada no local.
O superintendente executivo da SDU Sudeste, Davi Tajra, afirmou que a construção não estava prevista no projeto inicial do imóvel e que o acúmulo de água nos materiais pode ter contribuído para a queda. Ele destacou que muitos pontos comerciais alugam espaços e constroem estruturas não projetadas adequadamente, o que pode resultar em acidentes.
““O grande problema de pontos comerciais, é que esses pontos são alugados e a pessoa coloca uma estrutura que não está prevista, que é o caso da fachada. Essa estrutura geralmente não é projetada de maneira adequada, sem acompanhamento técnico”, disse Davi Tajra.”
O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Piauí (CREA-PI), Hércules Medeiros, também avaliou a situação. Ele explicou que uma marquise deve ter reforço de concreto armado e impermeabilização adequada, características ausentes na estrutura que desabou.
““Essa estrutura aqui é feita só na alvenaria, sem o reforço de concreto armado. Provavelmente, o acúmulo desses motivos pode ter causado isso”, afirmou Hércules Medeiros.”
Adão Campelo da Fonseca, de 63 anos, foi o idoso atingido. Ele passava pela calçada no momento do desabamento e sofreu ferimentos leves. Uma funcionária, Natália Cavalcante, relatou que um manequim da loja onde trabalhava caiu durante o acidente e ajudou a proteger Adão.
““Um manequim protegeu ele”, disse Natália sobre o idoso ferido.”
Natália estava dentro da loja no momento do desabamento e ficou assustada, pensando que alguém poderia ter morrido. Quatro funcionários ficaram presos no estabelecimento, mas foram resgatados sem ferimentos. Ela notou que a fachada estava cedendo devido às chuvas na região.
““Estava cedendo por causa da chuva, e tinha água escorrendo na parede”, relatou Natália.”

