Marrocos celebra decisão da CAF após título retirado do Senegal na Copa Africana

Amanda Rocha
Tempo: 5 min.

A Federação Real Marroquina de Futebol (FRMF) se pronunciou após a decisão do Comitê de Apelações da Confederação Africana de Futebol (CAF) que alterou o resultado da final da Copa Africana de Nações 2025. O comunicado da federação elogiou o veredito, afirmando que a medida reforça o respeito às regras e a estabilidade das competições internacionais.

A FRMF destacou que, desde os incidentes que marcaram a interrupção da partida decisiva, sua posição foi clara: exigir a aplicação rigorosa do regulamento. A entidade reafirmou que não buscou contestar o desempenho esportivo das equipes. “A ação tomada nunca teve a intenção de contestar o desempenho esportivo das equipes, mas sim de exigir o respeito às regras”, declarou a federação.

O comunicado também mencionou uma decisão inicial desfavorável que foi revertida após recurso. Para a FRMF, o novo entendimento da CAF reconhece que o regulamento da competição não foi respeitado durante a final. A federação ressaltou que seguiu todos os trâmites formais ao longo do processo, participando de audiências e apresentando argumentos dentro das normas previstas para a resolução de disputas no futebol internacional.

Na avaliação da FRMF, a decisão final contribui para dar maior clareza a situações semelhantes no futuro e fortalece a credibilidade das competições organizadas no continente africano. “A decisão ajuda a esclarecer os regulamentos aplicáveis e contribui para a consistência e credibilidade das competições internacionais”, afirmou a entidade.

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A federação também indicou que seguirá defendendo a aplicação justa das regras e já volta suas atenções para torneios importantes, como a Copa do Mundo Feminina e a próxima edição da Copa Africana de Nações Feminina. Além disso, a FRMF parabenizou todas as seleções participantes da edição do torneio, classificando a competição como um marco relevante para o futebol africano.

O Senegal havia vencido a partida por 1 a 0 em Rabat, mas deixou o campo por 14 minutos no fim do tempo regulamentar em protesto contra um pênalti marcado para os anfitriões. A equipe retornou e garantiu a vitória na prorrogação. Embora o protesto inicial do Marrocos tenha sido rejeitado pelo Comitê Disciplinar, o Conselho de Apelação entendeu que o Senegal violou o regulamento ao abandonar o campo, resultando na entrega do título aos marroquinos.

O Comitê de Apelação afirmou que a atitude do Senegal se enquadra nos artigos 82 e 84 do regulamento da Copa Africana de Nações, que preveem derrota automática para equipes que se recusam a continuar uma partida ou deixam o campo sem autorização da arbitragem antes do apito final. Nas semanas seguintes, a CAF aplicou multas, suspensões e punições a jogadores e membros das duas seleções, diante de um cenário classificado como violação de princípios de fair play e respeito à arbitragem.

A CAF também anunciou o cancelamento da multa de 100 mil dólares imposta ao atacante marroquino Ismael Saibari e a redução de sua suspensão de três para um jogo por seu envolvimento durante a confusão. Contudo, a multa de 100 mil dólares imposta ao Marrocos por seus jogadores e dirigentes que tentaram interferir no processo do VAR permanece mantida.

A FRMF afirmou que o recurso teve como base o cumprimento estrito das normas da competição e destacou seu compromisso com a integridade regulatória e a estabilidade dos torneios africanos. Por sua vez, a Federação Senegalesa de Futebol anunciou que levará o caso ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS), buscando reverter a decisão. O governo do Senegal convocou uma investigação internacional independente, classificando a decisão como suspeita de corrupção.

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O presidente da CAF, Patrice Motsepe, expressou sua decepção com os incidentes ocorridos na final, afirmando que isso prejudica o trabalho da CAF em garantir integridade, respeito, ética, governança e credibilidade nos resultados das partidas. Ele reconheceu que o futebol africano ainda convive com suspeitas e desconfiança, um legado histórico que precisa ser superado.

Motsepe destacou que tanto o Comitê Disciplinar quanto o de Apelação são independentes e formados por profissionais do direito escolhidos com apoio das federações filiadas. “É importante que as decisões desses órgãos sejam vistas com respeito e integridade”, afirmou. Ele também reconheceu que a percepção pública sobre a integridade ainda é um desafio a ser enfrentado.

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