Matinhos e Guaratuba se conectaram por terra pela primeira vez na história nesta quinta-feira (5) com o avanço da obra da ponte de Guaratuba, no litoral do Paraná.
A obra, que custou R$ 400 milhões, começou em outubro de 2023 e a previsão do Governo do Paraná é que a ponte seja entregue em abril de 2026.
A conexão entre as duas cidades, chamada pelo governo de “o beijo da ponte”, foi oficializada por meio de um processo chamado de “concretagem da aduela de fechamento”. A concretagem foi iniciada por volta das 19h30 e marcou o momento em que os dois lados da estrutura estaiada se encontraram, formando uma única estrutura contínua com o trecho pré-moldado.
Segundo o governo estadual, foram concretados aproximadamente 2 metros, onde foram aplicados cerca de 44 metros cúbicos de concreto. O governador Carlos Massa Ratinho Junior visitou a obra na manhã desta sexta-feira (6) e ajudou a concretar o último metro cúbico que faltava.
“”Estamos felizes de estar aqui junto com todos os trabalhadores, com a equipe que trabalhou 24 horas por dia, e somou 3 milhões de horas trabalhadas nesta obra, para que a gente pudesse realizar esse grande sonho e entregar para a nossa população. A Ponte de Guaratuba passa, agora, a integrar as duas pontas pela primeira vez na nossa história”, afirmou o governador.”
A operação foi realizada durante a noite porque a temperatura é mais estável. Durante o dia, a incidência de sol aquece a estrutura de concreto e aço, provocando dilatação térmica, movimento que pode comprometer a cura do concreto recém-lançado.
Antes da concretagem, uma treliça metálica de travamento foi instalada entre os dois lados da estrutura. Conforme o governo, ela funciona como um sistema provisório de rigidez, mantendo as extremidades da ponte alinhadas enquanto o concreto era lançado.
Logo após a concretagem, iniciou o período inicial de cura. Em aproximadamente 12 horas, esse espaço atingiu a resistência ideal para permitir a etapa seguinte, que deve ocorrer nos próximos dias: a protensão dos cabos internos que atravessam o trecho recém-concretado.
Esses cabos funcionam como uma espécie de “costura estrutural”, unindo definitivamente as duas metades da ponte. Com a protensão concluída, a estrutura passa a trabalhar como um único elemento contínuo.
A obra custou mais de R$ 400 milhões e é financiada integralmente com recursos do Governo do Paraná, que conduz o projeto por meio do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), autarquia vinculada à Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL).
O Consórcio Nova Ponte, responsável pela elaboração dos projetos e execução da obra, é formado pelas empresas Odebrecht Engenharia e Construção, Carioca Engenharia e Gel Engenharia.
Com 3,07 km de extensão total, incluindo os acessos, a Ponte de Guaratuba substituirá o sistema de balsas atualmente em operação e visa desafogar os gargalos de mobilidade na PR-412.
A construção pode ser acompanhada em tempo real através de câmeras de monitoramento cujas imagens são disponibilizadas na internet.

