MC Danilo Boladão, nome artístico de Danilo Mariano Leão Laureano, faleceu na madrugada desta quarta-feira, 11 de março de 2026, em Santos, no litoral de São Paulo. O cantor, de 47 anos, sofreu três paradas cardíacas, conforme informado pela família.
A esposa de Danilo, Thays Kolben, relatou que ele acordou se sentindo mal e com falta de ar por volta das 3h. Ela pediu ajuda aos vizinhos, que o levaram para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Leste de Santos. “Quando chegamos lá, ele já tinha tido uma parada. Depois teve mais duas”, lamentou Thays, informando que o cantor não resistiu e faleceu por volta das 4h40.
Danilo Boladão enfrentava complicações da diabetes desde 2006, o que resultou em diversas amputações nos membros inferiores ao longo dos anos. Apesar disso, Thays afirmou que ele não apresentava problemas cardíacos e estava bem nos últimos dias. “Foi tudo muito repentino, do nada. Ninguém estava esperando, ele não estava mal”, disse a esposa. Ela acrescentou que Danilo havia se recuperado de uma infecção e estava com exames normais.
Thays mencionou que a equipe da UPA suspeita que o infarto tenha sido causado por uma trombose. “Falaram que pode ser uma trombose que soltou o coágulo e foi parar no coração e infartou”, lamentou. Até o momento, não há informações sobre o velório e sepultamento do cantor.
MC Danilo Boladão era um importante cantor e compositor, com mais de 89 mil seguidores nas redes sociais. Junto com Fabinho, ele ajudou a consolidar o funk como um movimento de massa na Baixada Santista. A dupla marcou gerações em bailes de Santos, onde as primeiras casas especializadas em funk começaram a surgir, substituindo os clubes que recebiam bailes antes da década de 90.
Em 2004, após um período de encarceramento, Danilo participou de seu primeiro show no Clube Atlético Portuários de Santos, que recebeu cerca de 12 mil pessoas. Este evento foi um marco na história do funk na Baixada Santista, contribuindo para a solidificação do gênero no litoral paulista.
O sucesso da dupla Danilo e Fabinho ajudou a transformar o funk em um ritmo popular, com a extinção da violência nos bailes, permitindo que um público mais amplo se aproximasse do gênero. Apesar de seguirem carreiras separadas, os amigos celebraram 30 anos de carreira juntos.


