Horas após a deputada Maria Gorete Pereira ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) relacionada a desvios em aposentadorias e pensões do INSS, lideranças do MDB manifestaram, em caráter reservado, que o partido não deve ser associado ao caso. A parlamentar não estaria filiada à legenda no período em que teria participado do esquema, sendo que, na ocasião, ela pertencia ao PL.
Oficialmente, os emedebistas devem afirmar que apoiam as investigações contra qualquer pessoa envolvida. A deputada cearense é considerada por investigadores como uma “articuladora política” do esquema em colaboração com órgãos públicos.
A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF. Como resultado, Maria Gorete foi alvo de medidas cautelares, incluindo a imposição de uma tornozeleira eletrônica e outras restrições determinadas pela Justiça.
Em nota à imprensa, a deputada declarou que não praticou qualquer ato ilícito e que “as informações divulgadas não refletem a realidade dos fatos”.

